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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Estudo Bíblico: Como Deus se relaciona com as mulheres na Bíblia

 Em um mundo onde mulheres eram silenciadas, ignoradas e diminuídas, Jesus fez o oposto...

Ele parava.
Ele olhava.
Ele ouvia.

Jesus nunca tratou mulheres como menos.
Ele as tratou como filhas, como dignas, como portadoras de propósito.

Enquanto a sociedade apontava dedos, Ele estendia a mão.
Enquanto os homens acusavam, Ele defendia.
Enquanto o mundo reduzia histórias ao erro, Ele restaurava identidades.

Jesus não apenas amava mulheres,
Ele devolvia a elas aquilo que o mundo havia roubado: voz, valor e lugar.

Se você hoje se sente invisível, rejeitada ou nunca escolhida…
lembre-se:

Você é exatamente o tipo de pessoa que Jesus parava para encontrar.

Você não é esquecida.
Você é vista.

E no olhar dEle, você sempre foi digna de amor...

🌺


Deus nunca foi indiferente às mulheres

Desde o início, em Gênesis, a mulher não é criada como inferior, mas como “ezer kenegdo” aliada adequada (Gn 2:18), alguém correspondente, compatível, essencial. 

O termo original hebraico “ezer kenegdo” carrega um sentido muito mais profundo,“kenegdo” significa literalmente:

“diante dele”, “correspondente a ele”, “equivalente”.

Em uma cultura que, ao longo da história, marginalizou mulheres, a Bíblia revela algo diferente:

➡️ Deus vê

Deus é aquele que vê além daquilo que é visível aos olhos humanos. Em um mundo que frequentemente ignorava mulheres, Ele se revela como o Deus que enxerga profundamente; não apenas a aparência, mas a dor, a história e o coração. A experiência de Agar, no deserto, revela isso de forma marcante: uma mulher invisibilizada pela sociedade é, na verdade, completamente vista por Deus. Ele não apenas a encontra, mas a chama pelo nome e se envolve com sua dor.

Esse olhar de Deus não é superficial; é um olhar que valida, que reconhece e que restaura. Ele vê mulheres que foram esquecidas, rejeitadas ou diminuídas, e as trata com dignidade. Isso nos mostra que nenhuma mulher está fora do alcance do olhar de Deus. Mesmo quando ninguém percebe sua dor ou valor, Deus continua vendo; e, ao ver, Ele já começa a agir.


➡️ Deus chama

Ao longo da Bíblia, Deus não apenas vê: Ele chama. E esse chamado não está limitado a homens, posições ou padrões sociais. Mulheres também são chamadas por Deus para viver propósitos profundos e transformadores. Desde Maria, escolhida para gerar Jesus, até tantas outras que participaram ativamente da história da redenção, vemos que Deus direciona, confia e entrega missões às mulheres.

O chamado de Deus não depende da perfeição, mas da disponibilidade. Muitas dessas mulheres tinham histórias improváveis, medos e limitações, ainda assim, Deus as escolheu. Isso revela que o valor de uma mulher, aos olhos de Deus, não está no que o mundo exige, mas no que Ele vê dentro dela. Quando Deus chama, Ele também capacita, sustenta e conduz.


➡️ Deus aproxima

Deus nunca quis mulheres longe. Ele sempre as quis perto do Seu coração e da Sua obra.

Deus não apenas vê e chama: Ele aproxima. Ao contrário de estruturas religiosas que afastavam mulheres, Deus constantemente as convida para perto. A história de Maria aos pés de Jesus revela isso com clareza: Ele não a impede, não a corrige por ocupar aquele espaço, Ele a valida. Ele mostra que o lugar da mulher também é na intimidade, no aprendizado e na presença.

Essa aproximação revela o desejo de Deus por relacionamento. Ele não quer mulheres apenas cumprindo papéis, Ele quer mulheres próximas, ouvindo Sua voz, sendo transformadas pela Sua presença. Estar perto de Deus nunca foi privilégio de poucos, mas convite aberto. E quando uma mulher se aproxima de Deus, ela descobre quem realmente é.

 Deus vê mulheres que ninguém vê

A primeira pessoa na Bíblia a dar um nome a Deus foi uma mulher: Agar.

Sozinha, rejeitada e sem direção, ela tem um encontro com Deus e O chama de El Roi: o Deus que vê (Gn 16:13).

Desde as primeiras páginas da Bíblia, Deus se revela como aquele que enxerga além das aparências e das estruturas sociais. A história de Agar mostra isso com profundidade: uma mulher estrangeira, explorada e descartada, que foge para o deserto sem direção. E é justamente ali, no lugar de abandono, que Deus a encontra. Ele não espera que ela esteja forte, organizada ou espiritualmente preparada, Ele a vê no meio da dor.

➡️ Deus não ignora mulheres invisíveis

Em muitos momentos da história (e até hoje) mulheres foram colocadas em posições de invisibilidade: não ouvidas, não reconhecidas, não valorizadas. Mas Deus nunca operou dentro dessa lógica. Aquilo que o mundo ignora, Ele observa com atenção. Aquela que ninguém chama pelo nome, Deus conhece profundamente. Ele não mede valor por visibilidade social, mas por identidade espiritual.

Na Bíblia, vemos repetidamente Deus se aproximando de mulheres que estavam à margem. Ele não passa por elas,Ele para. Ele não as trata como pano de fundo, Ele as coloca no centro do encontro. Isso revela que, para Deus, nenhuma mulher é pequena demais, esquecida demais ou irrelevante demais. O olhar dEle alcança exatamente aquelas que o mundo aprendeu a não enxergar.

➡️ Ele se revela a quem foi rejeitada

Deus não apenas vê mulheres rejeitadas. Ele se revela a elas. A rejeição, que muitas vezes gera silêncio, dor e sensação de não pertencimento, se torna cenário de encontro com Deus. Agar é um exemplo marcante: expulsa, ferida e sozinha, ela não encontra julgamento, mas revelação. Deus se apresenta a ela de forma pessoal, íntima, transformadora.

Isso nos mostra que Deus não se limita a ambientes perfeitos ou pessoas “aceitas”. Ele escolhe se manifestar justamente onde houve ruptura, abandono e dor. A rejeição que parecia o fim se torna, nas mãos de Deus, o início de um relacionamento profundo. Mulheres rejeitadas não são esquecidas por Deus, elas são, muitas vezes, as que mais experimentam Sua presença.


➡️ Ele encontra mulheres em lugares de dor

Deus não evita lugares de dor, Ele entra neles. Enquanto muitas pessoas se afastam do sofrimento, Deus se aproxima. Ele encontra mulheres em desertos emocionais, em perdas, em crises de identidade, em momentos de profunda solidão. Ele não exige que estejam bem para se aproximar,Ele chega exatamente quando elas não estão.

Esse encontro muda tudo, porque revela que a dor não é um lugar de abandono, mas de visitação divina. Deus transforma cenários de sofrimento em espaços de cura e reconstrução. Quando Ele encontra uma mulher na dor, Ele não apenas consola, Ele restaura, fortalece e reescreve a história. Onde havia ferida, Ele começa a plantar propósito.

Deus se aproxima de mulheres antes mesmo que elas saibam como se aproximar dEle. 

Deus chama mulheres para perto da Sua presença

Na história de Maria e Marta (Lucas 10), Maria se posiciona aos pés de Jesus: lugar de discípulo.

E Jesus afirma que ela escolheu a melhor parte.

➡️ Deus não limita o acesso das mulheres ao conhecimento espiritual

Ao longo da história, o acesso ao ensino espiritual foi muitas vezes restringido às mulheres. Em muitos contextos, elas foram afastadas do aprendizado como se não fossem chamadas a compreender profundamente as coisas de Deus. Mas quando olhamos para as Escrituras, encontramos um Deus que não estabelece esse tipo de limitação. Ele não distribui revelação com base em gênero, mas convida todos a conhecê-Lo.

Em Lucas 10:39, vemos Maria assumindo um lugar que, culturalmente, não era destinado a mulheres:
“Maria, sua irmã, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.”
E a resposta de Jesus confirma esse acesso:
“Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” (Lucas 10:42)

O conhecimento de Deus nunca foi um privilégio masculino. Sempre foi um convite aberto a toda mulher que deseja se aproximar.


➡️ Ele deseja mulheres aprendendo, crescendo e próximas

Deus não deseja mulheres limitadas a uma fé superficial. Ele deseja crescimento, profundidade e relacionamento. Há um chamado constante nas Escrituras para que o povo de Deus amadureça espiritualmente, e isso inclui plenamente as mulheres. Elas não foram criadas apenas para observar a fé, mas para vivê-la, compreendê-la e se desenvolver nela.

A Palavra reforça esse convite ao crescimento:
“Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” (2 Pedro 3:18)
E também afirma que a proximidade com Deus é acessível a quem deseja:
“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” (Tiago 4:8)
Deus deseja mulheres que estejam perto, que aprendam a ouvir Sua voz e que caminhem com Ele de forma íntima e constante.


➡️ Estar na presença dEle nunca foi exclusividade masculina

A presença de Deus nunca foi um espaço restrito. Ainda que, em determinados contextos históricos, mulheres tenham sido afastadas de posições ou ambientes religiosos, Deus sempre se revelou acessível a todos os que O buscam com sinceridade. Sua presença não é limitada por estruturas humanas, mas oferecida por graça.

A própria Palavra declara:
“E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” (Atos 2:21)
E também afirma:
“Porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gálatas 3:28)

Isso revela que, em Cristo, não há barreiras que impeçam uma mulher de se aproximar de Deus. A presença dEle sempre esteve disponível, aberta e acolhedora. Toda mulher que se achega descobre que nunca esteve do lado de fora.


Deus prefere mulheres aos Seus pés do que presas apenas às expectativas sociais.

 Deus usa mulheres como instrumentos da Sua obra

Ao longo da Bíblia, Deus levanta mulheres em posições de impacto:

  • Débora – juíza e líder de Israel (Juízes 4)

  • Ester – usada para salvar um povo inteiro

  • Maria (mãe de Jesus) escolhida para gerar o Salvador

➡️ Deus confia responsabilidades espirituais a mulheres

Ao longo de toda a Bíblia, Deus não apenas se relaciona com mulheres, mas confia a elas responsabilidades espirituais reais. Em um contexto histórico onde muitas vezes elas eram excluídas de posições de liderança, Deus rompe padrões e levanta mulheres para funções decisivas dentro do Seu plano. Ele não as trata como coadjuvantes, mas como participantes ativas da Sua obra.

Vemos isso claramente na vida de Débora, que julgava Israel e liderava o povo com autoridade espiritual. A Escritura diz:
“Débora, profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo.” (Juízes 4:4)
Também vemos isso em Ester, que assumiu uma posição de risco para salvar seu povo. Deus confia, direciona e sustenta mulheres em responsabilidades que impactam gerações.

➡️ Ele não limita propósito por gênero

Deus nunca estabeleceu o gênero como limite para propósito. O que define o chamado de alguém não é ser homem ou mulher, mas estar disponível para Deus. A lógica do Reino não segue os critérios humanos de exclusão, mas os princípios divinos de graça, escolha e propósito.

A Palavra reforça isso em Gálatas 3:28:
“Não há judeu nem grego, não há servo nem livre, não há homem nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus.”
Isso não apaga diferenças, mas revela igualdade em valor e acesso ao propósito. Diante de Deus, mulheres não são limitadas. Elas são chamadas, capacitadas e enviadas.


➡️ Ele levanta mulheres em momentos decisivos

Deus tem um padrão ao longo das Escrituras: Ele levanta pessoas no tempo certo para cumprir propósitos específicos, e isso inclui mulheres. Em momentos críticos, quando decisões precisam ser tomadas e caminhos precisam ser definidos, Deus chama mulheres para se posicionarem com coragem, fé e autoridade espiritual.

A fala de Ester revela isso de forma marcante:
“E quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Ester 4:14)
Deus posiciona mulheres estrategicamente na história. Ele as levanta quando necessário, as sustenta no processo e as usa como instrumentos de transformação. Nenhuma mulher está fora do tempo de Deus. Quando Ele chama, há um propósito maior sendo escrito.

Onde Deus quer agir, Ele levanta quem está disponível, inclusive mulheres.

Deus inclui mulheres no centro da redenção

Na genealogia de Jesus (Mateus 1), algo incomum acontece: mulheres são mencionadas.

Entre elas:

  • Rute

  • Raabe

Mulheres com histórias improváveis, algumas marcadas por dor, estrangeirismo ou passado difícil.

➡️ Deus não apaga histórias femininas

Ao longo da história, muitas narrativas femininas foram silenciadas, omitidas ou consideradas secundárias. No entanto, quando olhamos para a Bíblia, percebemos um movimento completamente diferente. Deus não apaga histórias de mulheres, mesmo quando elas carregam dor, passado difícil ou contextos improváveis. Pelo contrário, Ele faz questão de registrá-las e dar a elas um lugar na Sua história.

Em Mateus 1, na genealogia de Jesus, algo surpreendente acontece. Mulheres são mencionadas em um contexto onde, culturalmente, isso não era comum. Entre elas estão Rute e Raabe, mulheres com histórias marcadas por desafios e recomeços. Isso revela que Deus não tem compromisso com padrões humanos de perfeição, mas com a verdade da redenção. Ele não apaga histórias, Ele as redime.


➡️ Ele as insere no plano da redenção

Deus não apenas preserva histórias femininas, Ele as insere ativamente em Seu plano de redenção. Mulheres não estão à margem da obra de Deus, mas dentro dela, participando, contribuindo e sendo usadas como instrumentos do Seu propósito. Cada história, mesmo as mais improváveis, encontra lugar dentro do plano divino.

A trajetória de Rute mostra isso com clareza. Uma mulher estrangeira, viúva e sem perspectivas, que se torna parte da linhagem de Jesus. A Palavra diz:
“O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.” (Rute 1:16)
Esse posicionamento a insere em algo muito maior do que sua própria história. Deus transforma sua escolha em legado. Isso mostra que nenhuma mulher está fora do alcance do plano de Deus.


➡️ Ele transforma passado em propósito

Deus não ignora o passado, mas também não permite que ele seja o ponto final. Aquilo que poderia ser motivo de vergonha, limitação ou dor se torna, nas mãos de Deus, instrumento de propósito. Ele ressignifica histórias, cura memórias e transforma trajetórias.

A Bíblia afirma em Romanos 8:28:
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.”
Isso inclui histórias quebradas, decisões difíceis e caminhos inesperados. Deus não desperdiça nada. Quando Ele entra na história de uma mulher, até aquilo que parecia perdido ganha novo sentido. O passado deixa de ser prisão e passa a ser parte do testemunho.


Deus não escolhe mulheres perfeitas. Ele escreve histórias perfeitas através delas...

 Em Jesus, Deus revela Seu coração pelas mulheres

Jesus é a expressão perfeita de Deus, e Sua relação com as mulheres revela o coração do Pai.

Ele:

  • Conversa com a mulher samaritana

  • Defende a mulher adúltera

  • Aparece primeiro a Maria Madalena após ressuscitar

  • Cura a mulher do fluxo de sangue...

A história da mulher do fluxo de sangue aparece em Marcos 5:25-34, e começa revelando uma realidade de sofrimento prolongado. A Bíblia diz que ela padecia há doze anos, tendo gastado tudo o que possuía com médicos, sem obter melhora. Sua dor não era apenas física, mas também emocional, social e espiritual.

Segundo a lei da época, uma mulher com fluxo de sangue era considerada impura. Isso significava viver afastada, sem toque, sem convivência normal, sem acesso pleno à vida social e religiosa. Ela carregava não apenas uma enfermidade, mas um rótulo! 

Era uma mulher invisível, isolada e marcada pela rejeição.

Mesmo nesse cenário, algo dentro dela se move. A Bíblia diz:
“Porque dizia: Se tão somente tocar nas suas vestes, sararei.” (Marcos 5:28)

Ela se aproxima em silêncio, no meio da multidão, com uma fé firme e íntima. Esse gesto é extremamente corajoso, porque, pela lei, ela nem deveria estar ali, tocando outras pessoas. Ainda assim, ela decide romper com o medo para alcançar Jesus.

Essa fé não era perfeita, mas era suficiente. Ela não tinha todas as respostas, mas tinha convicção. Em meio à dor, ela escolhe acreditar. E isso revela algo profundo: às vezes, a fé mais poderosa nasce nos lugares mais quebrados.

Quando ela toca em Jesus, algo imediato acontece. A Bíblia diz que ela sente em seu corpo que estava curada. Mas Jesus não deixa esse milagre passar despercebido. Ele para. Em meio à multidão, Ele pergunta quem o tocou. Não porque não soubesse, mas porque queria trazer aquela mulher do anonimato para o relacionamento.

Em Marcos 5:34, Ele declara:
“Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e fica livre do teu mal.”
Pela primeira vez, aquela mulher não é chamada de impura, nem definida pela doença. Ela é chamada de filha. Jesus não apenas cura o corpo, Ele restaura identidade, dignidade e pertencimento. O que era uma história de dor se torna um testemunho de encontro.

Essa mulher nos mostra que Jesus vê quem está escondido, responde à fé sincera e transforma completamente a história de quem se aproxima dEle. Ela chegou em silêncio, mas saiu conhecida. Chegou doente, mas saiu restaurada. Chegou excluída, mas saiu chamada de filha.

E isso fala diretamente ao coração de muitas mulheres. Nenhuma dor é invisível para Jesus. Nenhuma história está perdida. Quando alguém decide se aproximar, mesmo com medo, Ele responde com cura, presença e amor. Porque...

➡️ Jesus aproxima mulheres... 

Em um contexto cultural onde rabinos evitavam conversar publicamente com mulheres, Jesus faz exatamente o oposto. Ele se aproxima. Ele inicia diálogos. Ele cria pontes onde havia muros. O encontro com a mulher samaritana revela esse movimento de aproximação intencional. O texto diz:
“Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.” (João 4:7)

Esse simples pedido quebra barreiras sociais, étnicas e religiosas. Jesus não apenas fala com ela, mas revela a ela verdades profundas sobre adoração e identidade. Ele mostra que mulheres não estão fora do alcance da revelação espiritual. Aproximar-se era um ato de restauração de dignidade. Jesus não mantinha distância. Ele se fazia presente.

➡️ Jesus restaura mulheres....

Jesus não apenas se aproxima, Ele restaura. Muitas mulheres que cruzaram Seu caminho carregavam vergonha, exclusão e dor. A mulher acusada em João 8 foi exposta publicamente, usada como instrumento de julgamento. Mas Jesus muda a narrativa. Ele declara:

“Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” (João 8:11)

Da mesma forma, a mulher que sofria com fluxo de sangue há doze anos é curada e chamada de filha. Em Lucas 8:48, Ele diz:
“Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.”
Jesus não apenas resolve o problema físico ou social. Ele devolve identidade. Ele chama pelo que ela é, não pelo que ela sofreu. Restaurar, para Jesus, é devolver lugar e valor.

➡️ Jesus confia em mulheres...

Em uma sociedade onde o testemunho feminino não tinha peso jurídico, Jesus faz algo profundamente significativo. Após a ressurreição, Ele aparece primeiro a uma mulher. A Escritura registra:

“Jesus disse-lhe: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni.” (João 20:16)

Ele confia a Maria Madalena a missão de anunciar a maior notícia da história. Em João 20:17, Ele diz que ela vá aos discípulos e anuncie o que viu. Jesus poderia ter escolhido qualquer outro caminho, mas escolheu confiar. Isso revela que, no Reino de Deus, mulheres não são apenas receptoras da graça, mas também portadoras da mensagem. Confiar é reconhecer capacidade e valor.

Se você quer entender como Deus vê as mulheres: olhe para Jesus!

🌷

Deus nunca quis mulheres à margem.

Ele as chama pelo nome,
as encontra no deserto,
as convida para perto,
e as inclui na Sua história.

Em um mundo que tenta calar, diminuir ou limitar, Deus faz o contrário:
Ele aproxima, levanta e envia.

Se existe uma verdade que ecoa por toda a Bíblia é essa:

Deus deseja mulheres perto dEle.

Perto da Sua presença.
Perto da Sua voz.
Perto do Seu propósito.

Você não foi criada para ficar distante.
Você foi chamada para estar perto.

E quanto mais perto de Deus,
mais você se torna quem Ele sempre sonhou que você fosse.

🌷

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Querida, rompe a multidão!

Assim como aquela mulher do fluxo de sangue, rompa a multidão...



A mulher sem nome


Há muito tempo atrás, existiu uma mulher dona de uma história emocionante e singular. Vejamos por que essa mulher tornou-se um exemplo de superação, de força, de perseverança e de esperança. Em primeiro lugar, ela era MULHER, não que isto seja algum problema, não seria para mim e nem para você, mas quero lhe dizer como vivia uma mulher naquela época.

Na época em que viveu o nosso Jesus, as mulheres eram tratadas severamente, não se sabe a razão para tanta hostilidade, tomamos como exemplo o referido fato: O fluxo de Sangue.

Sabemos que, todos os meses, normalmente a mulher passa pelo período menstrual, e durante esse período comum e corriqueiro, ela era obrigada a ficar sozinha e longe de parentes e amigos, de toda a sociedade. Mas, o que poderia se fazer a uma mulher que sofria de uma hemorragia a 12 anos? Será mesmo que essa norma se aplicaria em uma pessoa com tal doença? A resposta é sim. Até mesmo outros doentes como leprosos, também eram exilados e considerados impuros.

A Bíblia não nos diz o nome dela.

Sabemos o nome de reis, de discípulos, de governantes, de sacerdotes. Mas aquela mulher, cuja dor atravessou doze anos, permanece anônima.

Ela entra na história apenas como “a mulher que tinha um fluxo de sangue”.

Na sociedade em que viveu, isso não era apenas um problema físico. Era também uma condenação social e religiosa. A lei ritual da época considerava o fluxo de sangue uma condição de impureza. Isso significava que aquela mulher era vista como alguém que contaminava tudo o que tocava.

Ela não podia participar plenamente da vida comunitária.
Não podia viver a religião como os outros.
Não podia se aproximar livremente das pessoas.

Na prática, sua condição a empurrava para uma vida de isolamento.

O texto bíblico diz que ela sofria havia doze anos. Doze anos não são apenas um período médico. São anos de solidão, vergonha e desgaste. Ela havia procurado médicos, gastado tudo o que tinha e, ainda assim, continuava doente.

Mas talvez o sofrimento maior não fosse apenas o corpo.
Era a forma como a sociedade olhava para ela.

Porque rotular alguém como impuro também é uma forma de poder. É uma forma de controlar corpos e de definir quem pertence e quem deve ficar à margem.

Dizer que alguém é impuro não apenas descreve uma condição.
Isso organiza a exclusão.

Mantê-la afastada era conveniente.
Mantê-la invisível era eficaz.

Se ela permanecesse distante, ninguém precisaria confrontar sua dor.

 "Quando uma mulher tiver fluxo de sangue que sai do corpo, a impureza da sua mens­truação durará sete dias, e quem nela tocar ficará impuro até a tarde."
Levítico 15:19 
"Ou, quando tocar a imundícia de um homem, seja qualquer que for a sua imundícia, com que se faça imundo, e lhe for oculto, e o souber depois, será culpado"
Levítico 5:3 
Nota-se que, a mulher seria imensamente corajosa para sair de sua condenação perpétua. Coragem essa decorrente do fato de que além de estar com o fluxo de sangue, e por isso ter que estar afastada e ainda ser considerada imunda, ainda subsistia o fato de que ela tocaria ou apenas se aproximaria de alguém a sair de seu confinamento. Então vemos aí inicialmente duas situações impeditivas/proibitivas para ela, que a poderia ter levado a morte. A) Ela estava com o fluxo de sangue, deveria se excluir da sociedade (Lv 15:19); B) Ela poderia, ao sair se aproximar de alguém, assim sendo tornaria "imundo" assim como ela quem a tocasse. (Lv 5:3)
Vemos a condição inicial da mulher do fluxo de sangue. Condição de pessoa discriminada, que inferiorizava a mulher e a subjugava. Sem nenhum conhecimento, nem argumentos. Apenas por mero preconceito.

Preconceito, sim, tomamos como exemplo da condição feminina, uma outra mulher, esta era protagonista de uma das mais belas história de Jesus: A mulher samaritana (João 4:1–42).
Jesus não estava preocupado com os ditames preconceituosos de sua época. Ele veio pregar o amor, e veio para romper com preconceitos que limitavam Deus à apenas algumas pessoas. As mulheres ficavam à margem, mas Jesus sempre com amor, acolheu as mais carentes com frases de fraternidade, carinho e sobretudo o amor.
O judeus e os samaritanos se odiavam. Jesus era judeu e encontrou uma mulher samaritana, que além de sofrer preconceito pelos judeus, sofria preconceito por sua condição de mulher, e moralmente, visto que as própria mulheres de sua comunidade a excluíam e ela mesma sentia necessidade em estar longe, era considerada pecadora.

Quando ela encontrou Jesus, estava no poço para pegar água, não era uma hora propícia a este feito, as outras mulheres preferiam naquela hora estar em suas casas, então por isso a mulher sabia que não encontraria ninguém da sociedade, pois pegar água, assim como todos os afazeres domésticos eram exclusividade da mulher, portanto nem mulheres e muito menos homens ela iria encontrar.  
Diferentemente do que planejou, ela encontrou um judeu: Jesus. Não sabia ela que este, não fazia acepção de pessoas e nem tampouco descriminava. Ele a surpreendeu, tratando-a gentilmente, oferecendo a água da fonte da vida. Ofereceu o perdão e a vida eterna.

Assim podemos entender que Jesus jamais descriminaria ninguém por qualquer que seja suas diferenças. Ao falar com a mulher samaritana, Jesus correu risco de reprovação por parte dos judeus. Mas, ele não se importou, a alma daquela mulher era extremamente mais importante.

No tocante ao fato da mulher do fluxo de sangue, vemos que a mulher também se arriscou a sofrer essa rejeição por parte de Jesus. Mas, de alguma forma, não evidenciada na bíblia, ela sentiu o amor que Jesus propagava. Ela vivia isolada, não saberia ao certo muitas coisas de sua sociedade mas avistou a multidão e sabia que àquele seria seu último gesto de esperança e fé, ou sairia curada ou condenada a morte. Ela considerou em seu coração que bastava tocar na orla das vestes de Jesus que seria curada.
A fragilidade em que esta mulher se encontrava era outro fator impeditivo, para ela mesma, pois ela padecia dessa enfermidade a muito tempo. Enfrentou todo tipo de possibilidade de curas, mas jamais seria curada, visto que a medicina naquela época era regida por ervas e outros conhecimentos ineficazes, a prática da medicina era impossibilitada pelo fato de não ser possível o estudo em cadáveres, de acordo com a lei. A mulher do fluxo de sangue estava fraca, debilitada, fisicamente e psicologicamente.
Passamos ao texto bíblico que narra a história de nossa mulher corajosa.


“E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava. E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue, e que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior; Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste. Porque dizia: - Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei. E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal. E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes? E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou? E ele olhava em redor, para ver a que isto fizera. Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade. E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal”

 ( Mc 5:24 -34)

 Quero que perceba que antes mesmo de chegar a multidão que apertava Jesus, a mulher do fluxo de sangue teve que romper com muitos outros fatores, elas também faziam parte dessa multidão.
Listaremos aqui alguns dos elementos participantes dessa multidão que a separava de seu milagre.

A) A Lei que determinava a todas as mulheres que permanecessem afastadas da sociedade até o fim do período menstrual. Ela poderia não encontrar ninguém, e mesmo assim se saísse de sua condenação, já cometeria um grande erro contra a norma posta. - "Quando uma mulher tiver fluxo de sangue que sai do corpo, a impureza da sua mens­truação durará sete dias, e quem nela tocar ficará impuro até a tarde." Levítico 15:19 Ela precisaria de CORAGEM.

B) A sua fragilidade, devido a doença. Característica da própria hemorragia, deixar a pessoa debilitada. E a multidão de pessoas que cercava Jesus, era uma multidão de milhares de pessoas. Não centenas, mas milhares. Ela precisaria de FORÇA.

C) A barreira do medo. O medo da rejeição de Jesus ao saber que ela o teria tocado naquelas condições. O medo da repressão da sociedade. Mas, ela já estava morrendo, tocar em Jesus era a única e última esperança. E ela precisava de exatamente isso, de ESPERANÇA.

D) Ela mesma era uma barreira. Poderia a qualquer momento desistir e se colocar no seu lugar de subjugada. E assim anularia todos os itens anteriores e voltava a dedicar todos os seus dias a sua enfermidade e assim estava sentenciado a si mesma. Ela precisava de DETERMINAÇÃO e PERSEVERANÇA.

E) A condição que lhe foi imposta. O rótulo de "imunda" perante aquela sociedade. Ela poderia ter pensado: "Não sou digna de me aproximar dessas pessoas. Sou imunda!". O seu psicológico estava afetado e havia se tornado uma barreira contra ela. Ela precisava de ÂNIMO.

F) Se infringisse o item "A", ainda havia mais uma barreira que se relacionava com este item. Se ela tocasse em alguém, deixaria a pessoa imunda assim como ela. Então como passaria pela multidão? Sem prejudicar ninguém? Ela precisaria de FÉ.

Aquela mulher uniu CORAGEM, FORÇA, ESPERANÇA, DETERMINAÇÃO, PERSEVERANÇA, ÂNIMO e  FÉ. Rompeu a multidão de preconceitos, normas discriminadoras que destroem a condição da pessoa humana sem nenhum fim social, rompeu com seu medos, com sua dor, com sua fragilidade e com sua condição de inferiorizada. Ela passou por cima de rótulos, sabendo que aquele nome "imunda" não lhe pertencia. Ela rompeu com que ela era antes A MULHER DO FLUXO DE SANGUE, e passou a ser a mulher que tocou em Jesus.

"Quem me tocou? E ele olhava em redor, para ver a que isto fizera. Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade. E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal”

Quando a exclusão vira violência

Por isso, a história dessa mulher não é apenas sobre doença.
Ela também é sobre violência social.

Nem toda violência deixa marcas visíveis.
Algumas são construídas lentamente, por normas, discursos e expectativas.

Quando uma pessoa é constantemente lembrada de que não pertence, de que é impura, de que deve ficar afastada, algo dentro dela começa a ser ferido.

É possível que, depois de tantos anos, aquela mulher tivesse começado a acreditar nisso.
Que sua presença realmente era um problema.
Que seu corpo era vergonhoso.
Que sua existência deveria permanecer escondida.

Essa é uma das formas mais profundas de violência:
quando alguém é levado a acreditar que sua própria dignidade é menor.


Mulheres que ainda vivem à margem

Por isso, essa história continua sendo tão atual.

Muitas mulheres, ainda hoje, vivem formas semelhantes de exclusão e violência. Algumas são silenciadas dentro de suas próprias casas. Outras são ensinadas desde cedo a aceitar relações abusivas, culpa excessiva ou vergonha sobre seus próprios corpos.

E, em alguns contextos religiosos, a dor pode se tornar ainda mais silenciosa.

Existem mulheres que sofrem violência doméstica e têm medo de falar.
Mulheres que são culpabilizadas por agressões que sofreram.
Mulheres que aprendem que precisam suportar em silêncio para parecerem “boas cristãs”.

A fé que deveria proteger acaba sendo usada, às vezes, para manter o silêncio.

Assim como aquela mulher foi mantida à distância, muitas mulheres hoje ainda são empurradas para a margem,emocional, social ou espiritual.

O gesto que rompe o sistema

Mas então acontece algo extraordinário na história.

Aquela mulher decide atravessar a multidão.

Ela faz algo que, pelas regras sociais da época, não deveria fazer. Aproxima-se e toca a roupa de Jesus Cristo.

Esse gesto é pequeno, quase invisível para quem observa de fora.
Mas, na verdade, ele rompe uma estrutura inteira de exclusão.

Porque alguém que passou anos sendo afastada decide, finalmente, se aproximar.

E o que acontece depois é ainda mais radical.

Jesus não a repreende.
Não a acusa.
Não a manda voltar para longe.

Ele para.

Ele pergunta quem o tocou.

E, quando ela aparece, tremendo, ele não a chama de impura. Não a reduz à sua doença.

Ele a chama de “filha”.

Em uma única palavra, ele devolve aquilo que a sociedade havia tirado dela: pertencimento.

O que essa história ainda nos diz

A mulher do fluxo de sangue não tinha nome registrado.
Mas sua história atravessou séculos.

Talvez porque ela represente tantas pessoas que foram empurradas para o silêncio.

Mulheres que foram ensinadas a se esconder.
Mulheres que foram tratadas como problema.
Mulheres que foram convencidas de que sua dor deveria permanecer invisível.

Mas o evangelho nos mostra algo diferente.

Ele mostra que Deus não reforça sistemas que humilham.
Ele interrompe esses sistemas.

E talvez seja exatamente isso que essa história continue dizendo hoje:

Nenhuma mulher foi criada para viver na margem.
Nenhuma dor deveria ser escondida para proteger aparências.
Nenhuma violência deveria ser silenciada em nome da religião.

A mulher sem nome tocou o manto e foi vista.

E, desde então, sua história continua lembrando ao mundo que a fé verdadeira não empurra pessoas para fora, ela as chama de volta para a dignidade.

  

Essa mulher não deixou seu nome na história. Ela deixou de ser conhecida como a mulher do fluxo de sangue, para ser a mulher que rompeu a multidão.

Quero deixar uma mensagem para todas as queridas mulheres do mundo. Rogo por todas vocês que tenham CORAGEM, FORÇA, ESPERANÇA, DETERMINAÇÃO, PERSEVERANÇA, ÂNIMO e  FÉ, sempre para romper com a multidão que te impede de ver a face de Jesus, que te impede de ver o seu milagre chegar. Saiba que você não está só, tem um Deus que te olha e te ver com amor e cuidado. Chame por Ele quando quiser.

Seja qual for a condição que lhe foi imposta, rompa com essas barreiras em prol de sua liberdade. Pois, não existe nada melhor do que viver e ser mulher, e sempre estar cada vez mais MULHER.
Beijos e abraços calorosos. E que a paz esteja com você! =)
Ilana D. M. Cunha Lima
Eu sou contra a violência em qualquer que sejam as suas formas...

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