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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Beleza: o que realmente torna alguém belo

Vivemos em uma geração profundamente marcada pela aparência. Nunca foi tão fácil comparar rostos, corpos, estilos de vida e padrões estéticos. As redes sociais transformaram a beleza em uma espécie de medida de valor pessoal, fazendo muitas pessoas acreditarem que só serão amadas, admiradas ou escolhidas se alcançarem determinado padrão exterior. No entanto, quando olhamos para as Escrituras, percebemos que Deus possui uma definição completamente diferente de beleza.

A Bíblia não despreza a beleza física. Diversas mulheres são descritas como belas, como Sara, Rebeca, Raquel e Ester. Entretanto, em nenhum momento a aparência é apresentada como o elemento central da identidade humana. A beleza exterior aparece como algo secundário diante daquilo que realmente possui valor eterno: o coração.

Na Bíblia, quando Samuel procura o futuro rei de Israel, impressiona-se com a aparência de Eliabe. Porém, Deus responde: “O homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração.” Essa passagem revela uma verdade espiritual profunda: enquanto os seres humanos tendem a avaliar valor, dignidade e importância a partir da imagem externa, Deus enxerga aquilo que ninguém consegue ver completamente: intenções, caráter, humildade, sinceridade e temor.

A sociedade frequentemente associa beleza à perfeição. Deus, porém, relaciona beleza à transformação interior. Na Bíblia, Pedro orienta as mulheres cristãs a não concentrarem sua identidade apenas nos adornos exteriores, mas “no ser interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus”. O texto não condena o cuidado pessoal, mas ensina que a essência não pode ser substituída pela estética.

O teólogo Agostinho de Hipona afirmava que toda verdadeira beleza procede de Deus, pois Ele é a fonte de toda harmonia e perfeição. Para Agostinho, a alma afastada de Deus torna-se desordenada, ainda que exteriormente pareça admirável. Isso significa que a beleza mais profunda não está apenas na forma do corpo, mas na direção do coração.

Da mesma forma, C. S. Lewis escreveu que aquilo que chamamos de beleza neste mundo desperta em nós uma saudade do eterno. A beleza terrena, segundo Lewis, aponta para algo maior: o próprio Criador. Quando a aparência se torna um ídolo, ela deixa de ser um presente e passa a dominar a identidade humana.

A Bíblia também alerta sobre o caráter passageiro da aparência física. Em Provérbios 31:30 lemos: “A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor será elogiada.” O texto não diz que a beleza física é má, mas lembra que ela é temporária. O tempo modifica o rosto, o corpo e a juventude. Nenhuma aparência permanece intacta para sempre. Construir a própria identidade apenas sobre aquilo que é transitório inevitavelmente produz insegurança e medo.

Em contrapartida, as virtudes espirituais amadurecem e se aprofundam com o tempo. Bondade, sabedoria, compaixão, domínio próprio e fé tornam uma pessoa mais bela à medida que os anos passam. Existe uma beleza que envelhece e outra que floresce. A exterior diminui; a interior cresce.

O teólogo João Calvino defendia que o ser humano só compreende corretamente seu valor quando olha para Deus antes de olhar para si mesmo. Em uma cultura obcecada pela imagem, essa verdade continua necessária. Muitas feridas emocionais nascem quando as pessoas tentam descobrir seu valor apenas pela aprovação dos outros. Porém, a identidade cristã não começa no espelho nem no olhar alheio; ela começa no fato de que o ser humano foi criado à imagem de Deus.

Isso muda completamente a maneira como enxergamos a nós mesmos e aos outros. Se toda pessoa carrega a marca do Criador, então ninguém possui menos dignidade por não corresponder a padrões estéticos. A cruz de Cristo também revela isso de forma poderosa. Jesus não veio salvar apenas os admirados, populares ou considerados belos pela sociedade. Ele veio por todos. O evangelho destrói a lógica superficial que mede valor humano pela aparência.

Talvez uma das maiores prisões emocionais do nosso tempo seja acreditar que ser amado depende de parecer perfeito. Mas a mensagem bíblica aponta para outra direção. Deus não ama as pessoas porque são belas; Ele as torna belas através do Seu amor.

A verdadeira beleza cristã nasce quando o coração é transformado pela graça. Ela aparece na forma como alguém trata as pessoas, perdoa, acolhe, serve e permanece fiel mesmo em tempos difíceis. Essa beleza não depende de filtros, juventude ou validação social. É uma beleza que reflete Cristo.

No fim, toda beleza genuína encontra sua origem em Deus. E quanto mais uma vida se aproxima d’Ele, mais sua verdadeira beleza se torna visível.




terça-feira, 5 de maio de 2026

A força que nasce nas tempestades: um estudo sobre fé, resistência e transformação

 A caminhada cristã não é marcada pela ausência de tempestades, mas pela presença de Deus no meio delas. 

Muitas vezes se cria a expectativa de que viver pela fé nos poupará de dores, perdas e momentos de incerteza, porém a própria Escritura nos mostra o contrário. O próprio Jesus declarou em João 16:33 que no mundo teríamos aflições, mas nos encorajou a ter bom ânimo porque Ele venceu o mundo. Essa afirmação não nega a realidade das tempestades, mas redefine a forma como o cristão deve atravessá-las. A tempestade deixa de ser um sinal de abandono e passa a ser um cenário onde a fé é provada, fortalecida e amadurecida.





Em Tiago 1:2-4 somos orientados a considerar motivo de alegria o passar por diversas provações, sabendo que a prova da fé produz perseverança. Esse ensinamento revela que existe um propósito espiritual por trás das dificuldades. A fé que nunca foi confrontada permanece superficial, mas a fé que atravessa a dor cria raízes profundas. Assim como uma árvore precisa enfrentar ventos para fortalecer sua estrutura, o cristão amadurece quando permanece firme na fé, mesmo sem entender completamente o que está acontecendo. Não se trata de romantizar a dor, mas de reconhecer que Deus não desperdiça nenhum processo.

Um dos episódios mais marcantes das Escrituras que ilustra essa verdade está em Marcos 4:35-41, quando Jesus entra no barco com os discípulos e uma grande tempestade se levanta. O texto diz que as ondas batiam no barco a ponto de já se encher de água, enquanto Jesus dormia na popa. Os discípulos, tomados pelo medo, o despertam perguntando se Ele não se importava que perecessem. Então Jesus se levanta, repreende o vento e diz ao mar que se aquiete, e tudo se acalma. Antes de acalmar a tempestade, Jesus já estava presente no barco. Isso revela um princípio profundo: a segurança do cristão não está na ausência de problemas, mas na presença de Cristo. Mesmo quando parece silêncio, mesmo quando Deus parece não agir imediatamente, Ele continua presente. A tempestade não é prova de que Ele se afastou, mas muitas vezes é o ambiente onde aprendemos a confiar além das circunstâncias.

Ao olharmos para a história de Noé em Gênesis 6 a 9, encontramos outra dimensão das tempestades. Diferente dos discípulos, Noé enfrentou uma tempestade prolongada, um dilúvio que cobriu toda a terra. Antes mesmo da chuva começar, Deus já havia dado direção, instruindo-o a construir a arca. Isso mostra que, em muitos casos, Deus prepara os seus antes da tempestade chegar. Em Gênesis 7:16 está escrito que, depois que Noé entrou na arca com sua família, o próprio Deus fechou a porta. Esse detalhe revela cuidado e proteção divina. Durante o dilúvio, tudo ao redor foi tomado pelas águas, mas dentro da arca havia preservação. A tempestade, que para muitos representou juízo, para Noé se tornou também um instrumento de livramento e de recomeço.

Após o dilúvio, em Gênesis 8:1, o texto diz que Deus se lembrou de Noé e fez soprar um vento sobre a terra, e as águas começaram a baixar. Esse “lembrar” não significa que Deus havia esquecido, mas que Ele estava prestes a agir em favor de Noé. E então, depois de um longo período de espera, surge algo novo. Em Gênesis 9, Deus estabelece uma aliança e coloca o arco-íris como sinal de promessa. Isso nos ensina que algumas tempestades são, na verdade, transições para um novo começo. Há momentos em que Deus permite que antigas estruturas sejam levadas, não para destruir completamente, mas para preparar um novo tempo.

Além disso, a tempestade tem o poder de revelar o que está dentro de nós. Situações difíceis expõem medos, inseguranças e limites humanos, mas também abrem espaço para a ação de Deus. Em 2 Coríntios 12:9-10, o apóstolo Paulo declara que o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza e que, quando está fraco, então é que é forte. Essa lógica espiritual é contrária à lógica humana, pois ensina que não é na autossuficiência que encontramos força, mas na dependência de Deus. A tempestade quebra a ilusão de controle e nos conduz a uma confiança mais profunda.

Outro aspecto importante é que as tempestades não são permanentes. Há um movimento de Deus em cada processo, e depois da tempestade, algo novo pode surgir. Em Salmos 30:5 está escrito que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Isso não significa que a dor é insignificante, mas que ela não é eterna. Deus trabalha em ciclos de transformação, e muitas vezes aquilo que parecia apenas destruição se torna o início de um novo tempo. Em Isaías 43:19, o Senhor declara que está fazendo uma coisa nova e que já está surgindo, mesmo que ainda não seja percebida.

A história bíblica está repleta de exemplos de pessoas que passaram por tempestades e experimentaram recomeços. Jó, após perder tudo, teve uma revelação mais profunda de Deus e viveu uma restauração. José enfrentou rejeição, injustiça e esquecimento antes de viver o cumprimento do propósito de Deus em sua vida. Davi passou por perseguições antes de assumir o trono. Em todos esses casos, a tempestade não foi o fim, mas o processo que preparou o caminho para algo maior.

Por isso, ao atravessar momentos difíceis, é importante lembrar que Jesus continua no barco, assim como esteve com os discípulos, e que Deus continua sendo o mesmo que guardou Noé dentro da arca. Ele não apenas observa de longe, mas caminha conosco, sustenta e intervém no tempo certo. A tempestade pode até abalar, mas não tem poder para destruir aquilo que está firmado em Deus. Existe uma força sendo gerada no silêncio das lutas, uma maturidade que não nasce no conforto e uma fé que se torna mais firme após cada processo enfrentado.

Depois da tempestade, algo muda. O olhar muda, a fé amadurece, a relação com Deus se aprofunda. E muitas vezes, aquilo que vem depois não seria possível sem o que foi vivido antes. A tempestade pode até parecer um fim, mas nas mãos de Deus ela se torna um caminho para um novo começo. Assim como após o dilúvio veio uma nova aliança, após as nossas tempestades também podem nascer novos começos, novas direções e uma vida marcada por uma fé ainda mais firme e dependente de Deus.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Deus não se esqueceu de você: o propósito no silêncio

Você já viveu um momento em que achou que Deus estava em silêncio… mas depois entendeu o propósito?

Há dias em que o silêncio parece ensurdecedor.
As orações continuam, mas as respostas não chegam.
O coração aperta, e a dúvida sussurra:
“Será que Deus se esqueceu de mim?”

Mas não… Deus não se esquece.

O que para nós parece ausência, muitas vezes é um agir silencioso.
Deus trabalha no invisível, nos detalhes que não conseguimos enxergar, preparando caminhos que ainda não estamos prontos para percorrer.

Nem todo silêncio é abandono.
Às vezes, é cuidado.
Às vezes, é proteção.
Às vezes, é Deus alinhando tudo para que o propósito dEle se cumpra da forma certa.

A verdade é que queremos respostas rápidas, soluções imediatas, caminhos claros.

Mas Deus está mais interessado no processo do que na pressa.

Porque é no processo que Ele nos fortalece.
É na espera que Ele nos ensina a confiar.
É no silêncio que Ele nos aproxima dEle.

Talvez hoje você esteja vivendo um tempo de dúvida.
Um tempo em que tudo parece parado, sem direção.

Mas um dia, aquilo que hoje te confunde…
vai se transformar em testemunho.

Você vai olhar para trás e entender que Deus nunca esteve ausente.
Ele só estava trabalhando de uma forma que você ainda não conseguia ver.

Ela orava… mas ninguém ouvia. Os lábios se moviam, mas não saía som. Era uma dor silenciosa, daquelas que não cabem em palavras.

Enquanto todos seguiam suas vidas normalmente, ela carregava um peso invisível, o de esperar algo que nunca chegava. 

O nome dela era Ana.

Por anos, ela lidou com frustração, vergonha e perguntas sem resposta.
Por anos, pareceu que Deus estava em silêncio.

Mas Ele não estava.

Enquanto Ana chorava no templo, Deus já estava escrevendo a história que mudaria tudo.
O milagre não veio no tempo dela…
veio no tempo certo.

Há momentos na vida em que o silêncio parece dominar todas as coisas. As orações continuam, mas as respostas não chegam. Nesse contexto, surge uma das perguntas mais profundas da experiência humana: Deus se esqueceu de mim?

A narrativa bíblica, no entanto, revela um padrão consistente. Deus não se esquece. O que muitas vezes é percebido como ausência ou demora faz parte de um processo maior, orientado por um propósito que ultrapassa a compreensão imediata.

A história de Ana, narrada no Primeiro Livro de Samuel (1:10-20), ilustra esse princípio. Ana vivia em profunda aflição por não poder ter filhos, situação que, em seu contexto cultural, implicava dor emocional e humilhação social. Sua oração era silenciosa, intensa e persistente. O texto destaca que ela orava com amargura de alma, sem que sua voz fosse ouvida. Ainda assim, Deus a ouviu. A resposta não veio de imediato, mas no tempo determinado, resultando no nascimento de Samuel. A tradição teológica, como apontado por Matthew Henry, interpreta essa demora como um meio pelo qual Deus fortalece a fé e aprofunda a dependência do crente.

Não é sobre o seu tempo.
É sobre o propósito dEle.

E mesmo quando tudo parecer em silêncio, lembre-se: ✨ Deus não se esqueceu de você.

Agora imagine outro cenário.

Um homem esquecido.
Sem destaque, sem força, sem esperança.

Vivendo à margem, como se sua história tivesse sido interrompida no meio.

O nome dele era Mefibosete. 

Outro exemplo significativo é o de Mefibosete, descrito no Segundo Livro de Samuel (9:1-13). Ele vivia em Lo-Debar, um lugar associado à escassez e ao esquecimento. Sua condição física e sua origem familiar o colocavam à margem da sociedade e sem perspectivas de restauração. No entanto, o rei Davi manda chamá-lo, não por mérito próprio, mas em razão de uma aliança estabelecida com Jônatas. Mefibosete é então restaurado e passa a viver à mesa do rei. Charles Spurgeon interpreta essa passagem como uma expressão da graça divina, que alcança o ser humano não por suas condições, mas pela fidelidade de Deus à sua aliança.

Durante anos, ninguém o chamou.
Ninguém lembrou.
Ninguém procurou.

Até que, em um dia comum, tudo mudou.

O rei mandou chamá-lo.

E aquele que vivia escondido…
passou a se sentar à mesa do rei.

E José?

Ah, José sonhou.

Mas entre o sonho e a promessa, vieram a dor, a traição, o abandono e a prisão.

Quantas vezes ele deve ter pensado:
“Deus se esqueceu de mim…”

Mas não.

Deus estava trabalhando no invisível.
Cada etapa, cada atraso, cada injustiça…
eram partes do caminho.

Até que, no tempo certo, o improvável aconteceu.

José não apenas venceu: ele entendeu.

A trajetória de José, apresentada no Livro de Gênesis (capítulos 37 a 41), evidencia o intervalo entre promessa e cumprimento. José recebe sonhos que indicavam um futuro de exaltação, mas sua caminhada foi marcada por traição, escravidão e prisão injusta. Durante anos, não havia sinais de que a promessa se concretizaria. No entanto, ao final, ele reconhece que todo o percurso fazia parte de um plano maior, afirmando que aquilo que foi intentado para o mal foi transformado em bem. Teólogos contemporâneos, como Augustus Nicodemus Lopes, destacam que Deus não está apenas interessado no cumprimento da promessa, mas na formação do caráter ao longo do processo.

No Novo Testamento, o relato do paralítico de Betesda, no Evangelho de João (5:1-9), reforça essa mesma dinâmica. O homem estava enfermo havia trinta e oito anos, vivendo em um ciclo contínuo de frustração. Em meio a uma multidão, ele é visto por Jesus, que lhe dirige uma pergunta direta e transformadora. A cura acontece de forma inesperada, não pelo meio tradicional que o homem aguardava, mas pela palavra de Cristo. O estudioso Craig S. Keener observa que esse episódio demonstra como a ação divina ultrapassa as expectativas humanas e rompe com limitações estabelecidas pelas circunstâncias.

Essas narrativas, quando analisadas em conjunto, revelam um padrão teológico claro. Deus age mesmo no silêncio. O tempo divino não se submete à urgência humana. A espera, embora difícil, não é vazia, mas carregada de significado e transformação.

A percepção de abandono, portanto, não corresponde à realidade da ação divina. Ao contrário, o que parece ausência pode ser a forma mais profunda de atuação, ainda que invisível aos olhos humanos.

Dessa forma, a mensagem central permanece. Deus não se esqueceu. Assim como respondeu a Ana, restaurou Mefibosete, conduziu José e viu o homem esquecido à beira do tanque, Ele continua atento à história de cada pessoa.

O silêncio não é o fim. Pode ser, na verdade, o início de algo que ainda está sendo preparado.

Um dia, tudo vai fazer sentido.

E você vai perceber:

não era ausência…
era Deus escrevendo, em silêncio, a sua história.

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.”
 Eclesiastes 3:1

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Quando você se sente esquecida, Deus te chama de escolhida

Filha, Eu vejo você.

Eu vejo quando você se sente deixada de lado, quando parece que todos são escolhidos… menos você.
Eu vejo quando o seu coração se aperta ao pensar que talvez você não seja suficiente, que talvez haja algo errado com você.

Mas ouça a Minha voz acima de todas as outras:

Você nunca foi esquecida por Mim.

Antes mesmo de você nascer, Eu já te conhecia.
Antes de qualquer rejeição que você enfrentou, Eu já tinha te escolhido.

📖 “Antes que te formasse no ventre, eu te conheci; e antes que saísses da madre, te santifiquei.” (Jeremias 1:5)

Você não é um erro.
Você não é um acidente.
E muito menos uma “bastarda”.

Essa não é a identidade que Eu te dei.

📖 “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus.” (1 João 3:1)

Você é filha.
Filha amada.
Filha desejada.
Filha escolhida.

Mesmo quando pessoas não te escolheram, Eu te escolhi todos os dias.

📖 “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós.” (João 15:16)

Eu sei que dói.
Dói não ser vista.
Dói não ser prioridade.
Dói sentir que sempre há alguém “melhor” no seu lugar.

Mas Eu não te comparo com ninguém.

Eu te formei única.
Eu te desenhei com propósito.
E há lugares que só você pode ocupar.

📖 “Tu és preciosa aos meus olhos, digna de honra, e eu te amo.” (Isaías 43:4)

Quando você se sentir sozinha, lembre-se:

Você nunca esteve sozinha.
Eu estive com você em cada lágrima silenciosa.
Em cada noite em que você se sentiu invisível.
Em cada pensamento que dizia que você não era suficiente.

E hoje Eu te digo:

Você é mais do que suficiente para Mim.

Não baseie seu valor em quem não te escolheu.
Baseie sua identidade em Quem te criou.

Porque enquanto o mundo escolhe por aparência, status ou conveniência,
Eu escolho pelo coração.

📖 “O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração.” (1 Samuel 16:7)

Você não precisa disputar amor.
Você já é profundamente amada.

Você não precisa provar valor.
Você já tem valor em Mim.

E o que Eu tenho preparado para você…
não será por acaso, nem por sobra 
será por propósito.

Então, levante a cabeça.

Você não é rejeitada.
Você é separada.

Você não é esquecida.
Você é guardada.

E no tempo certo, você entenderá:

Nunca foi sobre não ser escolhida…
foi sobre ser escolhida por Mim.

Com amor eterno,
Deus 🤍




sábado, 29 de novembro de 2025

Quando Deus nos chama de volta: o recomeço que cura

 

Sabe quando a gente sente falta de algo que sempre fez parte da nossa vida, mas que ficou ali, quietinho, esperando a hora certa de voltar? Foi exatamente isso que aconteceu comigo com a escrita deste blog.

Eu me afastei um pouco, não por falta de amor, mas pela correria, pelas mudanças, pelas pausas que a vida às vezes exige da gente. E, enquanto eu tentava dar conta de tudo, percebi que escrever aqui sempre foi um espaço onde Deus falava comigo antes mesmo de eu tentar falar com alguém.

Então, hoje, com o coração mais calmo e aquela sensação de estar voltando para casa, decidi recomeçar. Voltar a escrever, voltar a partilhar, voltar a abrir esse espaço que sempre foi tão especial para mim. Não volto cheia de respostas, volto cheia de vontade. Vontade de caminhar junto, de trocar, de dividir aquilo que Deus tem me ensinado nesses dias silenciosos.

Se você está aqui me lendo, obrigada por ficar. Por voltar. Por recomeçar comigo também. Vamos juntos. Acredito que Deus tem coisas novas, e sinceras, para fazer nascer nesse retorno.

Recomeçar sempre mexe com a gente. Não é só pegar as coisas do chão e seguir. É aquele movimento silencioso da alma que reconhece que, em algum ponto do caminho, nos cansamos, nos distraímos, nos perdemos de nós mesmos… e precisamos voltar.
E tudo bem. A graça também se revela nos retornos.

Enquanto escrevo isso, penso no quanto recomeços fazem parte da nossa história com Deus. Nenhum filho dEle caminha em linha reta o tempo todo. É por isso que a Bíblia é cheia de narrativas sobre novos começos. E, sinceramente, isso me consola. Porque quando olho para a Palavra, encontro pessoas imperfeitas encontrando um Deus que nunca deixa de chamar.

Deus não nos chama para trás. Ele nos chama para perto.

E é isso que sinto hoje: esse convite suave e insistente para retornar.

Deus é o autor dos recomeços

Há um versículo que sempre me alcança toda vez que parece que algo na vida ficou suspenso: Isaías 43:19.

“Eis que faço coisa nova; ela já está surgindo. Vocês não a percebem?”

O texto não diz: “Eu posso fazer.”
Ele diz: “Eu FAÇO.”

Deus não apenas aceita recomeços, Ele os inicia. Ele provoca o novo, mesmo quando achamos que não há mais terreno para florescer.

Quando penso em Noé, Abraão, Moisés, e até Pedro após a negação, percebo como o Senhor transforma caminhos que pareciam interrompidos em histórias cheias de propósito. Nada nEle é desperdiçado. Nenhum desvio, nenhuma pausa, nenhum silêncio.

Recomeçar não é reconstruir o que foi, mas caminhar para o que será

A gente às vezes tenta voltar para onde estava antes. Mas Deus age de maneira muito diferente. Ele não nos devolve para o mesmo lugar: Ele nos leva para o lugar certo.

Romanos 8:28 diz:

“Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.”

Nem todas as coisas são boas, mas todas podem ser transformadas, algumas feridas amadurecem a nossa fé, algumas quedas nos ensinam a depender., algumas interrupções nos reposicionam... O recomeço com Deus nunca é sobre restaurar o que perdemos, mas sobre revelar quem estamos nos tornando.

É a misericórdia que abre a porta do retorno

Lamentações 3:22-23 sempre me lembra que Deus não me recebe com cobrança, mas com misericórdia:

“As misericórdias do Senhor… renovam-se a cada manhã.”

Isso significa que, mesmo quando falhamos, mesmo quando esfriamos, mesmo quando paramos… Ele continua ali, pronto para recomeçar conosco. A misericórdia Dele não tem prazo. A porta da casa do Pai nunca se fecha para quem decide voltar.

Recomeçar exige sinceridade, não perfeição!!

A história do filho pródigo (Lucas 15) sempre conversa comigo.
Não é uma história sobre alguém perfeito voltando ao lar. É sobre alguém quebrado, cansado, consciente da própria necessidade, e mesmo assim, ou exatamente por isso, o pai corre ao encontro dele.

A imagem do pai correndo é uma das cenas mais lindas da Bíblia!! No contexto da época, correr daquele jeito era quase vergonhoso para um homem mais velho. Mas ele corre, e ele se apressa. Ele abraça antes de ouvir explicações.

Isso me lembra que Deus não espera discursos elaborados.
Espera sinceridade.
Um coração que volta para Ele, mesmo devagar, mesmo ferido.

Deus restaura, mas também envia!!

Toda vez que penso em recomeço, lembro de Pedro.

Pedro não apenas foi perdoado. Ele foi reenviado. Mas, qual o porquê?

Quando Jesus diz em João 21:17:
“Apascenta as minhas ovelhas”,
Ele está dizendo:
“Eu ainda confio em você.”

Isso é tão profundo.
Porque muitas vezes nós é que deixamos de confiar em nós mesmos. 😔
Mas Deus não!

O recomeço não nos estaciona, na verdade ele nos reposiciona.
E talvez esse tempo seja exatamente isso: Deus abrindo espaço para você retomar aquilo que Ele colocou em você, a voz que Ele te deu, o propósito que estava guardado há um tempo!

Trnho retomado outras coisas na minha vida aos poucos, e tudo envolve Deus, porque Ele é o motivo de tudo na minha vida.

Pequenos começos, grandes obras

Zacarias 4:10 nos lembra:
“Não desprezem os pequenos começos.”

E como isso é verdadeiro....

Às vezes, o primeiro passo parece pequeno demais: reorganizar algo, escrever de novo, orar de novo, voltar ao secreto, retomar uma disciplina espiritual esquecida...
Mas, para Deus, um simples passo sincero tem o peso de um movimento eterno. 😭

Recomeçar pode parecer pouco para nós, mas nunca é pouco diante dEle.

Recomeçar é uma rotina de fé

Cristão não é alguém que nunca para.
Cristão é alguém que sempre volta.

Voltamos para Cristo quando cansamos.
Voltamos quando falhamos.
Voltamos quando perdemos o foco.
Voltamos quando o coração esfriou.
Voltamos quando a vida apertou.

E voltamos porque sabemos que Ele está sempre ali.

Voltamos, porque sabemos que não tem outro lugar, se não Ele.

O recomeço não é apenas um momento. É uma maneira de caminhar com Deus.
É um estilo de vida em que, todos os dias, decidimos abrir o coração para o novo que Ele já está fazendo. 

Oração de recomeço

Senhor, eu volto.
Volto com o que sou, com o que tenho, com o que faltou, com o que doeu e com o que ainda estou aprendendo.
Eu volto porque sei que as Tuas misericórdias se renovam e porque o Teu amor me chama sem acusação.

Reacende em mim o que o tempo apagou.
Restitui a alegria que se perdeu no caminho.
Dá-me sensibilidade para perceber a “coisa nova” que o Senhor já está fazendo, mesmo quando meus olhos ainda não enxergam.

Que o meu recomeço hoje seja o início de uma vida mais profunda contigo.
E que cada passo meu seja guiado pela Tua graça.

Amém.


Obrigada por ter lido até aqui, até mais!! 👋😃

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A Palavra Genuína de Deus


Nessa postagem, não nos prolongaremos muito, pois para JESUS CRISTO fazer maravilhas, BASTA APENAS UMA PALAVRA... 

Assim como está escrito em Mateus 8:8 -"Senhor, não mereço receber-te debaixo do meu teto. Mas dize apenas uma palavra, e o meu servo será curado." Mas, Jesus não quer apenas te dá o que você precisa, Ele quer entrar em tua vida, em tua casa e em teu coração para sempre. Acompanhe a leitura abaixo, e veja alguns dos milagres que Jesus realizou, e que ainda pode realizar em sua vida:



"Quando ele desceu do monte, grandes multidões o seguiram.
Um leproso, aproximando-se, adorou-o de joelhos e disse: "Senhor, se quiseres, podes purificar-me! "
Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: "Quero. Seja purificado! " Imediatamente ele foi purificado da lepra.
Em seguida Jesus lhe disse: "Olhe, não conte isso a ninguém. Mas vá mostrar-se ao sacerdote e apresente a oferta que Moisés ordenou, para que sirva de testemunho".
Entrando Jesus em Cafarnaum, dirigiu-se a ele um centurião, pedindo-lhe ajuda.
E disse: "Senhor, meu servo está em casa, paralítico, em terrível sofrimento".

Jesus lhe disse: "Eu irei curá-lo".

Respondeu o centurião: "Senhor, não mereço receber-te debaixo do meu teto. Mas dize apenas uma palavra, e o meu servo será curado.
Pois eu também sou homem sujeito à autoridade, com soldados sob o meu comando. Digo a um: ‘Vá’, e ele vai; e a outro: ‘Venha’, e ele vem. Digo a meu servo: ‘Faça isto’, e ele faz".
Ao ouvir isso, Jesus admirou-se e disse aos que o seguiam: "Digo-lhes a verdade: Não encontrei em Israel ninguém com tamanha fé.
Eu lhes digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no Reino dos céus.
Mas os súditos do Reino serão lançados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes".
Então Jesus disse ao centurião: 'Vá! Como você creu, assim lhe acontecerá!' Na mesma hora o seu servo foi curado.
Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra deste de cama, com febre.
Tomando-a pela mão, a febre a deixou, e ela se levantou e começou a servi-lo.
Ao anoitecer foram trazidos a ele muitos endemoninhados, e ele expulsou os espíritos com uma palavra e curou todos os doentes.
E assim se cumpriu o que fora dito pelo profeta Isaías: "Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças".
Quando Jesus viu a multidão ao seu redor, deu ordens para que atravessassem para o outro lado do mar.
Então, um mestre da lei aproximou-se e disse: 'Mestre, eu te seguirei por onde quer que fores'.
Jesus respondeu: 'As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça'.
Outro discípulo lhe disse: 'Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai'.
Mas Jesus lhe disse: 'Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos'.
Entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram.
De repente, uma violenta tempestade abateu-se sobre o mar, de forma que as ondas inundavam o barco. Jesus, porém, dormia.
Os discípulos foram acordá-lo, clamando: 'Senhor, salva-nos! Vamos morrer!'
Ele perguntou: "Por que vocês estão com tanto medo, homens de pequena fé? 'Então ele se levantou e repreendeu os ventos e o mar, e fez-se completa bonança.
Os homens ficaram perplexos e perguntaram: 'Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?'"



Ainda no início do capítulo vemos Jesus realizando milagres com apenas uma ordem, uma palavra: "Quero!", e o leproso foi curado! No verso 8, acontece algo semelhante, um centurião cheio de fé se aproxima de Jesus e conta a situação que enfrenta, um servo seu estava doente, e ele acreditava que Jesus o podia curar, ele estava certo.
Duas coisas fizeram aquele centurião obter vitória:

1) A fé
2) A humildade

1) Ele teve fé tamanha que foi até Jesus, e falou: "Basta uma palavra Senhor, para que meu servo seja curado!", Jesus admirou-se e disse aos que o seguiam: "Digo-lhes a verdade: Não encontrei em Israel ninguém com tamanha fé." (Mateus 8:10)
2) Ele foi humilde quando disse a Jesus: "Senhor não sou digno de ti, não sou digno que estejas em minha casa." A atitude daquele homem moveu o coração de Jesus:


"Então Jesus disse ao centurião: "Vá! Como você creu, assim lhe acontecerá! " Na mesma hora o seu servo foi curado."


Este milagre, não impediu Jesus de abençoar outras pessoas como podes ver no decorrer do capítulo, pois Ele não é limitado, Seu poder não tem fim. A sua crucificação, e seu sacrifício foi para salvar todo o mundo, foi para que todos conhecessem a Deus. A partir de Jesus, podemos ser salvos, ser curados, agraciados... Alguns de nós sofreram e sofrem perseguições, mas nada nos separará do amor de Deus. 
Muitos seguiam a Jesus por curiosidade, para obter alguma vantagem (milagres, outros achavam que ele era um forte político...), e outros seguiam a Jesus por amor, porque Ele era seu mestre. 
Aqueles que seguem a Jesus e pratica o que Ele ensinou, certamente estará com Ele no tempo vindouro, mesmo que aqui seja perseguido. Sabendo que Jesus foi crucificado sem reclamar, e amou seus perseguidores, difícil tarefa que Jesus nos ensinou, mas se quisermos a Deus, precisamos cumprir o que Jesus nos ensinou: ONDE ESTIVERMOS!

Pregue o AMOR!


"Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus,porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte.

Porque, aquilo que a lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, 

a fim de que as justas exigências da lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito. 
Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem, de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. 
A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; 
a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo. 
Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus. 
Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. 
Mas se Cristo está em vocês, o corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito está vivo por causa da justiça. 
E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos também dará vida a seus corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vocês. 
Portanto, irmãos, estamos em dívida, não para com a carne, para vivermos sujeitos a ela. 
Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão, 

porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. 

Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: "Aba, Pai". 

O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. 

Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória. 

Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada. 

A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. 
Pois ela foi submetida à futilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança 
de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. 
Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto. 
E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo. 
Pois nessa esperança fomos salvos. Mas, esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo? 
Mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente. 
Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. 
E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus. 
Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. 
Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 
E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou. 

Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? 

Aquele que não poupou a seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas? 

Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. 

Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós. 

Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? 
Como está escrito: "Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro". 
Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. 
Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, 
nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." 

Que a paz do Senhor Jesus esteja convosco!!!

AMÉM.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Qual é a pior morte? Espiritual ou Material?





Não responda tão rápido! Eu até saberia qual seria a sua resposta, porque bem sabemos o que deveríamos responder. Mas, antes que responda, vejamos alguns aspectos que demonstraram que sua resposta não seria aquilo que realmente pensas. 


A morte espiritual de fato é aquilo que nós cristãos deveríamos temer. e rapidamente defendemos e declaramos que tememos esse fato. Todavia, não sentimos verdadeiramente medo da morte espiritual. O que é um erro. Vou dizer o porquê...


Morte Material


A dor que sentimos ao perder algum ente querido tem a força de fazer com que tudo que já vivemos, o que estamos vivendo e o que poderíamos viver perder completamente o sentido, torna-se sem importância nos faz morrer lentamente, espiritualmente e materialmente. Perdemos a vontade, a razão e o prazer de existir. E nada, absolutamente nada, nos traz de volta a alegria de viver. E isso é totalmente compreendido. O sentimento é o que nos liga àquela pessoa que partiu, o amor, a amizade.
Esse tipo de morte é sem dúvida dolorosa e cruel ao nossos olhos egoístas, quando pensamos que queríamos a qualquer custo aquela pessoa ao nosso lado, ainda que sabemos o lugar gracioso e maravilhosamente divino em que ela se encontra. O amor e a saudade que sentimos, torna tudo aceitável e podemos nos tornar um pouco mais egoístas, e ignoramos o fato daquela pessoa estar tão bem sem nós, e nos aqui sentimos tanta sua falta. 

E quando estamos cara a cara com a nossa morte? Quando por um instante tão curto e tão decisivo vemos que quase íamos embora? A saudade e a tristeza de ter perdido alguém, para que o sente, quase vai embora. Para todos os outros, o que se sente naquele momento é: Foi por pouco! escapei com vida! Graças a Deus que me livrou! 

Nota-se como é importante a nossa existência aqui na terra. E tudo volta a ter valor novamente. O valor que atribuímos a nossa vida material. O medo da morte, e o medo da perda, nos mostra o

quanto amamos a nossa existência material. E o quanto nos preocupamos em nos eternizarmos, da forma errada vale salientar, pois é o mais certo que existe: Não somos eternos, materialmente.

"Pois tu és pó, e ao pó tornarás." Gênesis 3:19

“Nu deixei o ventre de minha mãe, e nu partirei da terra." Jó 1:21

"Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." Romanos 6:23

Isso não apenas algo bíblico pregado por nós cristãos. Em lugares que possuem a média de vida alta, as pessoas no máximo vivem até os cem anos. Lugares como a Costa Rica, Austrália, Japão têm uma excelente média de expectativa de vida. Porém, mesmo assim é mera expectativa, uma esperança de viver nessa terra o maior tempo que conseguir. A questão é que, se vivermos muito ou pouco mesmo assim vamos morrer. E essa é a única certeza dessa vida.

E quanto ao lugar para onde vamos? 

A bíblia nos afirma que o fim não é a morte:

"Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo." Hebreus 9:27

Daí surge a importância de nos preocuparmos para onde iremos quando partimos. Para um lugar onde não haverá mais dor, nem tristeza, nem morte? 

“Não haverá luto, nem pranto, nem dor” Apocalipse 21:4

Não importa a qual religião pertencemos, o que importa é saber que esse lugar esta destinado àquele que estar com o coração voltado a Deus, através de Jesus Cristo. Aquele que nos prometeu um bom lugar para viver eternamente.

Nisto posto, quero dizer que não estou desmerecendo o luto e a dor de ninguém, sei especialmente como é passar por isso. E ainda não me recuperei. Coloco-me na situação que descrevi agora a pouco, e compartilho com vocês minhas indagações e preocupação a respeito do tema. Desfruto do mesmo dilema em que vocês podem se encontrar. 

Findando-se a discussão sobre a morte material. Sabemos que este assunto tem muito a se discutir, porém nesse momento quero apenas citar, e já citei, apenas alguns que, a meu ver, mais pode corroborar com a nossa temática.

Morte Espiritual


Com base no que vimos sobre a morte material, podemos chegar a conclusão de que é tranquilamente perceptível a morte material. Porém, a morte espiritual é mais cruel e ainda assim, não tem tanta importância em nosso meio. Pelo fato de estarmos tão preocupados com nossas vidas terrenas.

Sendo assim, quase nunca estamos atentos ao fato de que muitas pessoas que nos rodeiam estão morrendo espiritualmente. Muitas, ainda cantam louvores, ainda frequentam cultos e templos, mas, estão morrendo espiritualmente.

Muitas vezes, nem elas mesmo sabem disso. Pode ter acontecido comigo ou com você, e não nos atentamos aos sinais que a morte estava chegando. Como já disse, se fosse a morte em sentido material saberíamos que escapamos ou que ela esteve um pouco perto demais. Porém, se tratando da morte espiritual, essa sim é mais terrível, quase não se pode notar a sua presença.

Quando alguém morre espiritualmente, poucos ou quase ninguém chora, sente dor ou sofre por ter perdido aquela alma. 

As pessoas pouco se importa, pois A MORTE ESPIRITUAL, ATINGE APENAS AO QUE MORRE. O morto está ao seu lado, você não sentirá a sua falta. Mas, espiritualmente ele já morreu.

Não falo apenas de APOSTASIA, que como todos sabem, seria o esfriamento da fé, o abandono dos princípios bíblicos e de todo o conhecimento adquirido durante o período em que mantinha firme suas crenças. Falo também de deixar morrer a esperança, a alegria, a força espiritual, a fé, e sobretudo o amor.



"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.





Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor."

 1 Coríntios 13:1 e 13.


A morte espiritual é totalmente oposta ao AVIVAMENTO ESPIRITUAL. Este que, não está ligado apenas ao fato de se falar em línguas, nem apenas ao fato de profetizar. uma vez que, uma pessoa que possui todos os dons espirituais, desde falar em línguas a profetizar, essa pessoa pode estar morrendo espiritualmente e não sabe, pois como diz na primeira epístola de coríntios capítulo 13, se não houver amor em nada se aproveita, e a falta de amor é sinal de morte espiritual. 

A palavra avivamento, que possui o sufixo 'a' indica que a palavra é derivada de outra, e tal sufixo dá a nós o significado de avivamento, que seria tornar mais vivo o que já se encontra vivo, ou seja avivar. Pode parecer desnecessária toda essa explicação. Ela se faz importante para nos trazer o verdadeiro significado do que seria avivamento espiritual.

O verdadeiro avivamento abrange muitas áreas da vida de um cristão. é exatamente a forma de viver, e estar ligada ao retorno aos ensinamentos de Jesus Cristo. É o evangelizar, e viver o verdadeiro evangelho.

Uma pessoa avivada tem ama, como Jesus ensinou. Ela poderá perceber alguém que está morrendo espiritualmente. Daí a importância de nos avivarmos, mas isso é assunto para um outro momento.

A bíblia nos garante a promessa que Jesus nos fez, a de estarmos com ele no paraíso, em outro momento, quando ele nos chamar. A promessa não foi dada apenas àquele homem, mas a todos que seguirem a Jesus. 


“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” Lucas 23:43



Ele nos garantiu que voltaria, ele foi até o Pai, mas ele voltará. Não sabemos que dia é esse "hoje mesmo" para nós, nem no texto literal da bíblia nem quando aplicamos a palavra a nós. Mas sabemos do que Jesus nos disse:

"
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.
Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.
Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.
Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.
Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
Se me amais, guardai os meus mandamentos.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.
Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.
Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.
Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?
Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.
Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.
Tenho-vos dito isto, estando convosco.
Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. "

João 14:1-27

Ele, ainda nos disse algo mais, que mesmo que estejamos mortos tanto espiritualmente, pois podemos passar isso diversas vezes e clamar por ele e ele nos ajudará a RESSUSCITAR. Como também quando estivermos mortos materialmente, pois nada interfere nos planos de Deus, Ele tem todo poder e o controle da vida.

"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;

E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?" João 11:25-26

Ainda que estejamos mortos, Deus tem a solução. Contudo preocupe-se com sua vida espiritual, com avida espiritual de sua família. Cuide da criação e educação de seus filhos e de quem estiver próximo a você, estejais atentos aos sinais de fraqueza e de morte espirituais. 

Os pais não são garantidores apenas da segurança e alimentação dos filhos, mas devem estar atentos a vida espiritual deles. Os pais não devem só cuidar de suas vidas espirituais e nem somente das dos outros, se trabalharem para Deus, como pastores, mas devem cuidar em primeiro lugar da vida espiritual de seus filhos.

Por isso, fique atento a qualquer sinal de fraqueza espiritual. Clame por fora a Deus, peça para que Ele venha lhe ressuscitar, como no vale de ossos secos da visão de Ezequiel. 

Acredito que no inicio, quando perguntei qual era a pior morte, você deve ter respondido: A MORTE ESPIRITUAL. Sem pensar duas vezes. Na verdade, temos mais a morte material, do que a espiritual, diante das evidências que expus. O nosso coração pensa uma coisa e falamos outra, falamos o que achamos ser o correto mas tememos a morte, e a ausência de quem amamos, e negligenciamos nossa vida espiritual. Responsa corretamente, mas viva isso! Vamos viver isso!


Devemos viver o que consta no Salmo 23, e se deleitar no Senhor e Ele o mais Ele fará como consta em Salmo 37.


"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo..." Salmos 23:4


"Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração." Salmos 37:4


Finalizamos concluído que Deus nos adverte quando o perigo da morte espiritual, e para encerrar, citarei um trecho de Deus às sete igrejas da Ásia.

"E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto.Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.
Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.
Mas também tens em Sardes algumas poucas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso.
O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas."

Apocalipse 3:1-6


Ilana D. M. Cunha Lima
Escritora