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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Quando Deus está no comando, o medo e o sofrimento perdem a força

Vivemos em uma geração marcada pela ansiedade, pelo medo e pelo cansaço emocional. Pessoas carregam dores silenciosas, inseguranças escondidas e batalhas internas que ninguém vê. Muitos sabem oferecer amor, cuidado e apoio aos outros, mas não conseguem enxergar valor em si mesmos. Porém, à luz da Palavra de Deus, existe uma verdade transformadora: quando Deus está no comando, o medo perde a força, e entendemos que também merecemos receber o amor que oferecemos.

A Bíblia declara em Isaías 41:10:

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus.”

Perceba que Deus não promete ausência de lutas. Ele promete presença. O Senhor não diz que o vale desaparecerá imediatamente, mas garante que caminhará conosco dentro dele. É essa presença que enfraquece o medo.

O medo tenta convencer o coração de que estamos sozinhos, esquecidos ou incapazes. Mas a fé lembra que Deus continua no controle mesmo quando não entendemos o processo. Como escreveu o teólogo e pastor Charles Spurgeon:

“A ansiedade não esvazia o amanhã de suas dores, mas esvazia o hoje de sua força.”

Quantas vezes nos preocupamos tanto com o futuro que deixamos de descansar no cuidado diário do Pai? Jesus ensinou exatamente isso em Mateus 6:26, ao dizer que Deus alimenta as aves do céu e cuida de cada detalhe da criação. 

Se o Senhor cuida dos pássaros, quanto mais cuidará dos seus filhos?

 Em meio às preocupações da vida, Jesus nos convida a olhar para algo simples, mas profundamente espiritual: os pássaros do céu. Enquanto muitos vivem consumidos pela ansiedade sobre o amanhã, Cristo ensina que a criação inteira revela o cuidado constante de Deus. As aves não acumulam riquezas, não controlam o futuro e nem vivem presas ao medo, mas continuam sustentadas diariamente pelas mãos do Pai. Essa passagem nos lembra que Deus conhece nossas necessidades antes mesmo de abrirmos os lábios em oração. Se o Senhor cuida dos pequenos detalhes da natureza, quanto mais cuidará daqueles que foram criados à Sua imagem. O medo perde força quando entendemos que nossa vida está nas mãos de um Deus que nunca abandona seus filhos.

“Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?”  

“Por quê, Deus?” O sofrimento, a injustiça e a dor do mundo podem gerar ansiedade, medo e até silêncio dentro da alma. E o mais importante é entender que Deus não condena quem pergunta; muitos servos de Deus também choraram tentando compreender o sofrimento.

O próprio Bíblia Sagrada está cheio de clamores assim. Davi perguntou:

“Até quando, Senhor?”

E o profeta Habacuque questionou por que Deus permitia tanta violência e injustiça. Deus não rejeitou essas perguntas. Ele ouviu.

Na visão cristã, o sofrimento existe porque o mundo é marcado pela fragilidade humana, pelas escolhas erradas, pela maldade e por uma criação ferida pelo pecado. Isso não significa que Deus tenha prazer na dor. Pelo contrário: a Bíblia mostra um Deus que sofre com os que sofrem.

Jesus chorou diante da dor humana. Em Bíblia Sagrada está o menor versículo da Bíblia:

“Jesus chorou.”

Mesmo sabendo que ressuscitaria Lázaro, Cristo chorou ao ver a tristeza das pessoas. Isso mostra que Deus não é indiferente à dor do mundo.

Quando Jesus fala que Deus cuida dos pássaros em Mateus 6:26, Ele não está dizendo que nunca haverá sofrimento. Os pássaros enfrentam tempestades, fome e frio. Mas continuam sustentados pela providência divina. O cuidado de Deus nem sempre significa ausência de dor; muitas vezes significa presença no meio dela.

C. S. Lewis escreveu algo muito conhecido:

“Deus sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nossas dores.”

Muitas pessoas encontram Deus justamente nos momentos em que tudo parecia perdido. Não porque a dor seja boa, mas porque ela revela nossa necessidade de algo maior do que nós mesmos.

Também existe algo importante: nós enxergamos apenas fragmentos da história. Deus vê o todo. Há situações que parecem sem sentido agora, mas que talvez nunca compreenderemos completamente nesta vida. A fé cristã não oferece todas as respostas imediatas para o sofrimento, mas oferece uma presença: Cristo caminhando conosco.

Jesus disse:

“No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”

Isso significa que a dor não terá a palavra final.

Sentir ansiedade diante do sofrimento do mundo não faz de você alguém sem fé. Muitas vezes, revela apenas que seu coração ainda se importa, ainda sente, ainda deseja justiça e bondade. A fé não elimina todas as perguntas, mas pode transformar o desespero em confiança gradual: mesmo quando não entendemos tudo, Deus continua presente.

 Ao mesmo tempo, muitas pessoas vivem um cristianismo de entrega aos outros, mas sem misericórdia consigo mesmas. Ajudam todos, aconselham todos, acolhem todos… mas se sentem indignas de amor. Isso acontece porque aprenderam a servir, mas ainda não compreenderam totalmente a graça.

A Palavra diz em 1 João 4:19:

“Nós amamos porque Ele nos amou primeiro.”

Isso muda tudo. O amor que oferecemos não nasce da obrigação, mas da experiência de sermos amados por Deus primeiro. Você não precisa viver tentando merecer o amor divino. A cruz já é a prova suficiente de que Cristo o ama profundamente.

O teólogo A. W. Tozer dizia:

“O que vem à nossa mente quando pensamos em Deus é a coisa mais importante sobre nós.”

Se enxergamos Deus apenas como juiz severo, viveremos presos à culpa. Mas quando entendemos que Ele também é Pai amoroso, encontramos descanso para a alma.

Talvez você tenha sido forte por muito tempo. 

Talvez tenha carregado pesos emocionais em silêncio. 

Talvez tenha chorado escondido enquanto continuava sorrindo para todos. Mas Deus conhece suas dores mais profundas. O Salmo 34:18 declara:

“Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado.”

Existe cura quando nos aproximamos de Deus com sinceridade. Existe renovação quando entregamos nossos medos nas mãos do Pai. Existe paz quando entendemos que não precisamos controlar tudo.

O evangelho não é apenas sobre salvação futura; é também sobre restauração interior. Cristo não veio apenas para perdoar pecados, mas para restaurar corações cansados.

Por isso, hoje lembre-se:
Você merece o amor que tanto oferece aos outros. 
Não porque o mundo aprovou você. 
Não porque nunca falhou. 
Mas porque Deus decidiu amar você antes mesmo de sua primeira vitória...




Quando Deus está no comando, o medo perde a força.
Quando Deus ocupa o centro, a culpa perde o domínio.
E quando entendemos o amor de Deus, nossa alma finalmente encontra descanso. 

terça-feira, 5 de maio de 2026

A força que nasce nas tempestades: um estudo sobre fé, resistência e transformação

 A caminhada cristã não é marcada pela ausência de tempestades, mas pela presença de Deus no meio delas. 

Muitas vezes se cria a expectativa de que viver pela fé nos poupará de dores, perdas e momentos de incerteza, porém a própria Escritura nos mostra o contrário. O próprio Jesus declarou em João 16:33 que no mundo teríamos aflições, mas nos encorajou a ter bom ânimo porque Ele venceu o mundo. Essa afirmação não nega a realidade das tempestades, mas redefine a forma como o cristão deve atravessá-las. A tempestade deixa de ser um sinal de abandono e passa a ser um cenário onde a fé é provada, fortalecida e amadurecida.





Em Tiago 1:2-4 somos orientados a considerar motivo de alegria o passar por diversas provações, sabendo que a prova da fé produz perseverança. Esse ensinamento revela que existe um propósito espiritual por trás das dificuldades. A fé que nunca foi confrontada permanece superficial, mas a fé que atravessa a dor cria raízes profundas. Assim como uma árvore precisa enfrentar ventos para fortalecer sua estrutura, o cristão amadurece quando permanece firme na fé, mesmo sem entender completamente o que está acontecendo. Não se trata de romantizar a dor, mas de reconhecer que Deus não desperdiça nenhum processo.

Um dos episódios mais marcantes das Escrituras que ilustra essa verdade está em Marcos 4:35-41, quando Jesus entra no barco com os discípulos e uma grande tempestade se levanta. O texto diz que as ondas batiam no barco a ponto de já se encher de água, enquanto Jesus dormia na popa. Os discípulos, tomados pelo medo, o despertam perguntando se Ele não se importava que perecessem. Então Jesus se levanta, repreende o vento e diz ao mar que se aquiete, e tudo se acalma. Antes de acalmar a tempestade, Jesus já estava presente no barco. Isso revela um princípio profundo: a segurança do cristão não está na ausência de problemas, mas na presença de Cristo. Mesmo quando parece silêncio, mesmo quando Deus parece não agir imediatamente, Ele continua presente. A tempestade não é prova de que Ele se afastou, mas muitas vezes é o ambiente onde aprendemos a confiar além das circunstâncias.

Ao olharmos para a história de Noé em Gênesis 6 a 9, encontramos outra dimensão das tempestades. Diferente dos discípulos, Noé enfrentou uma tempestade prolongada, um dilúvio que cobriu toda a terra. Antes mesmo da chuva começar, Deus já havia dado direção, instruindo-o a construir a arca. Isso mostra que, em muitos casos, Deus prepara os seus antes da tempestade chegar. Em Gênesis 7:16 está escrito que, depois que Noé entrou na arca com sua família, o próprio Deus fechou a porta. Esse detalhe revela cuidado e proteção divina. Durante o dilúvio, tudo ao redor foi tomado pelas águas, mas dentro da arca havia preservação. A tempestade, que para muitos representou juízo, para Noé se tornou também um instrumento de livramento e de recomeço.

Após o dilúvio, em Gênesis 8:1, o texto diz que Deus se lembrou de Noé e fez soprar um vento sobre a terra, e as águas começaram a baixar. Esse “lembrar” não significa que Deus havia esquecido, mas que Ele estava prestes a agir em favor de Noé. E então, depois de um longo período de espera, surge algo novo. Em Gênesis 9, Deus estabelece uma aliança e coloca o arco-íris como sinal de promessa. Isso nos ensina que algumas tempestades são, na verdade, transições para um novo começo. Há momentos em que Deus permite que antigas estruturas sejam levadas, não para destruir completamente, mas para preparar um novo tempo.

Além disso, a tempestade tem o poder de revelar o que está dentro de nós. Situações difíceis expõem medos, inseguranças e limites humanos, mas também abrem espaço para a ação de Deus. Em 2 Coríntios 12:9-10, o apóstolo Paulo declara que o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza e que, quando está fraco, então é que é forte. Essa lógica espiritual é contrária à lógica humana, pois ensina que não é na autossuficiência que encontramos força, mas na dependência de Deus. A tempestade quebra a ilusão de controle e nos conduz a uma confiança mais profunda.

Outro aspecto importante é que as tempestades não são permanentes. Há um movimento de Deus em cada processo, e depois da tempestade, algo novo pode surgir. Em Salmos 30:5 está escrito que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Isso não significa que a dor é insignificante, mas que ela não é eterna. Deus trabalha em ciclos de transformação, e muitas vezes aquilo que parecia apenas destruição se torna o início de um novo tempo. Em Isaías 43:19, o Senhor declara que está fazendo uma coisa nova e que já está surgindo, mesmo que ainda não seja percebida.

A história bíblica está repleta de exemplos de pessoas que passaram por tempestades e experimentaram recomeços. Jó, após perder tudo, teve uma revelação mais profunda de Deus e viveu uma restauração. José enfrentou rejeição, injustiça e esquecimento antes de viver o cumprimento do propósito de Deus em sua vida. Davi passou por perseguições antes de assumir o trono. Em todos esses casos, a tempestade não foi o fim, mas o processo que preparou o caminho para algo maior.

Por isso, ao atravessar momentos difíceis, é importante lembrar que Jesus continua no barco, assim como esteve com os discípulos, e que Deus continua sendo o mesmo que guardou Noé dentro da arca. Ele não apenas observa de longe, mas caminha conosco, sustenta e intervém no tempo certo. A tempestade pode até abalar, mas não tem poder para destruir aquilo que está firmado em Deus. Existe uma força sendo gerada no silêncio das lutas, uma maturidade que não nasce no conforto e uma fé que se torna mais firme após cada processo enfrentado.

Depois da tempestade, algo muda. O olhar muda, a fé amadurece, a relação com Deus se aprofunda. E muitas vezes, aquilo que vem depois não seria possível sem o que foi vivido antes. A tempestade pode até parecer um fim, mas nas mãos de Deus ela se torna um caminho para um novo começo. Assim como após o dilúvio veio uma nova aliança, após as nossas tempestades também podem nascer novos começos, novas direções e uma vida marcada por uma fé ainda mais firme e dependente de Deus.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Estudo Bíblico: Como Deus se relaciona com as mulheres na Bíblia

 Em um mundo onde mulheres eram silenciadas, ignoradas e diminuídas, Jesus fez o oposto...

Ele parava.
Ele olhava.
Ele ouvia.

Jesus nunca tratou mulheres como menos.
Ele as tratou como filhas, como dignas, como portadoras de propósito.

Enquanto a sociedade apontava dedos, Ele estendia a mão.
Enquanto os homens acusavam, Ele defendia.
Enquanto o mundo reduzia histórias ao erro, Ele restaurava identidades.

Jesus não apenas amava mulheres,
Ele devolvia a elas aquilo que o mundo havia roubado: voz, valor e lugar.

Se você hoje se sente invisível, rejeitada ou nunca escolhida…
lembre-se:

Você é exatamente o tipo de pessoa que Jesus parava para encontrar.

Você não é esquecida.
Você é vista.

E no olhar dEle, você sempre foi digna de amor...

🌺


Deus nunca foi indiferente às mulheres

Desde o início, em Gênesis, a mulher não é criada como inferior, mas como “ezer kenegdo” aliada adequada (Gn 2:18), alguém correspondente, compatível, essencial. 

O termo original hebraico “ezer kenegdo” carrega um sentido muito mais profundo,“kenegdo” significa literalmente:

“diante dele”, “correspondente a ele”, “equivalente”.

Em uma cultura que, ao longo da história, marginalizou mulheres, a Bíblia revela algo diferente:

➡️ Deus vê

Deus é aquele que vê além daquilo que é visível aos olhos humanos. Em um mundo que frequentemente ignorava mulheres, Ele se revela como o Deus que enxerga profundamente; não apenas a aparência, mas a dor, a história e o coração. A experiência de Agar, no deserto, revela isso de forma marcante: uma mulher invisibilizada pela sociedade é, na verdade, completamente vista por Deus. Ele não apenas a encontra, mas a chama pelo nome e se envolve com sua dor.

Esse olhar de Deus não é superficial; é um olhar que valida, que reconhece e que restaura. Ele vê mulheres que foram esquecidas, rejeitadas ou diminuídas, e as trata com dignidade. Isso nos mostra que nenhuma mulher está fora do alcance do olhar de Deus. Mesmo quando ninguém percebe sua dor ou valor, Deus continua vendo; e, ao ver, Ele já começa a agir.


➡️ Deus chama

Ao longo da Bíblia, Deus não apenas vê: Ele chama. E esse chamado não está limitado a homens, posições ou padrões sociais. Mulheres também são chamadas por Deus para viver propósitos profundos e transformadores. Desde Maria, escolhida para gerar Jesus, até tantas outras que participaram ativamente da história da redenção, vemos que Deus direciona, confia e entrega missões às mulheres.

O chamado de Deus não depende da perfeição, mas da disponibilidade. Muitas dessas mulheres tinham histórias improváveis, medos e limitações, ainda assim, Deus as escolheu. Isso revela que o valor de uma mulher, aos olhos de Deus, não está no que o mundo exige, mas no que Ele vê dentro dela. Quando Deus chama, Ele também capacita, sustenta e conduz.


➡️ Deus aproxima

Deus nunca quis mulheres longe. Ele sempre as quis perto do Seu coração e da Sua obra.

Deus não apenas vê e chama: Ele aproxima. Ao contrário de estruturas religiosas que afastavam mulheres, Deus constantemente as convida para perto. A história de Maria aos pés de Jesus revela isso com clareza: Ele não a impede, não a corrige por ocupar aquele espaço, Ele a valida. Ele mostra que o lugar da mulher também é na intimidade, no aprendizado e na presença.

Essa aproximação revela o desejo de Deus por relacionamento. Ele não quer mulheres apenas cumprindo papéis, Ele quer mulheres próximas, ouvindo Sua voz, sendo transformadas pela Sua presença. Estar perto de Deus nunca foi privilégio de poucos, mas convite aberto. E quando uma mulher se aproxima de Deus, ela descobre quem realmente é.

 Deus vê mulheres que ninguém vê

A primeira pessoa na Bíblia a dar um nome a Deus foi uma mulher: Agar.

Sozinha, rejeitada e sem direção, ela tem um encontro com Deus e O chama de El Roi: o Deus que vê (Gn 16:13).

Desde as primeiras páginas da Bíblia, Deus se revela como aquele que enxerga além das aparências e das estruturas sociais. A história de Agar mostra isso com profundidade: uma mulher estrangeira, explorada e descartada, que foge para o deserto sem direção. E é justamente ali, no lugar de abandono, que Deus a encontra. Ele não espera que ela esteja forte, organizada ou espiritualmente preparada, Ele a vê no meio da dor.

➡️ Deus não ignora mulheres invisíveis

Em muitos momentos da história (e até hoje) mulheres foram colocadas em posições de invisibilidade: não ouvidas, não reconhecidas, não valorizadas. Mas Deus nunca operou dentro dessa lógica. Aquilo que o mundo ignora, Ele observa com atenção. Aquela que ninguém chama pelo nome, Deus conhece profundamente. Ele não mede valor por visibilidade social, mas por identidade espiritual.

Na Bíblia, vemos repetidamente Deus se aproximando de mulheres que estavam à margem. Ele não passa por elas,Ele para. Ele não as trata como pano de fundo, Ele as coloca no centro do encontro. Isso revela que, para Deus, nenhuma mulher é pequena demais, esquecida demais ou irrelevante demais. O olhar dEle alcança exatamente aquelas que o mundo aprendeu a não enxergar.

➡️ Ele se revela a quem foi rejeitada

Deus não apenas vê mulheres rejeitadas. Ele se revela a elas. A rejeição, que muitas vezes gera silêncio, dor e sensação de não pertencimento, se torna cenário de encontro com Deus. Agar é um exemplo marcante: expulsa, ferida e sozinha, ela não encontra julgamento, mas revelação. Deus se apresenta a ela de forma pessoal, íntima, transformadora.

Isso nos mostra que Deus não se limita a ambientes perfeitos ou pessoas “aceitas”. Ele escolhe se manifestar justamente onde houve ruptura, abandono e dor. A rejeição que parecia o fim se torna, nas mãos de Deus, o início de um relacionamento profundo. Mulheres rejeitadas não são esquecidas por Deus, elas são, muitas vezes, as que mais experimentam Sua presença.


➡️ Ele encontra mulheres em lugares de dor

Deus não evita lugares de dor, Ele entra neles. Enquanto muitas pessoas se afastam do sofrimento, Deus se aproxima. Ele encontra mulheres em desertos emocionais, em perdas, em crises de identidade, em momentos de profunda solidão. Ele não exige que estejam bem para se aproximar,Ele chega exatamente quando elas não estão.

Esse encontro muda tudo, porque revela que a dor não é um lugar de abandono, mas de visitação divina. Deus transforma cenários de sofrimento em espaços de cura e reconstrução. Quando Ele encontra uma mulher na dor, Ele não apenas consola, Ele restaura, fortalece e reescreve a história. Onde havia ferida, Ele começa a plantar propósito.

Deus se aproxima de mulheres antes mesmo que elas saibam como se aproximar dEle. 

Deus chama mulheres para perto da Sua presença

Na história de Maria e Marta (Lucas 10), Maria se posiciona aos pés de Jesus: lugar de discípulo.

E Jesus afirma que ela escolheu a melhor parte.

➡️ Deus não limita o acesso das mulheres ao conhecimento espiritual

Ao longo da história, o acesso ao ensino espiritual foi muitas vezes restringido às mulheres. Em muitos contextos, elas foram afastadas do aprendizado como se não fossem chamadas a compreender profundamente as coisas de Deus. Mas quando olhamos para as Escrituras, encontramos um Deus que não estabelece esse tipo de limitação. Ele não distribui revelação com base em gênero, mas convida todos a conhecê-Lo.

Em Lucas 10:39, vemos Maria assumindo um lugar que, culturalmente, não era destinado a mulheres:
“Maria, sua irmã, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.”
E a resposta de Jesus confirma esse acesso:
“Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” (Lucas 10:42)

O conhecimento de Deus nunca foi um privilégio masculino. Sempre foi um convite aberto a toda mulher que deseja se aproximar.


➡️ Ele deseja mulheres aprendendo, crescendo e próximas

Deus não deseja mulheres limitadas a uma fé superficial. Ele deseja crescimento, profundidade e relacionamento. Há um chamado constante nas Escrituras para que o povo de Deus amadureça espiritualmente, e isso inclui plenamente as mulheres. Elas não foram criadas apenas para observar a fé, mas para vivê-la, compreendê-la e se desenvolver nela.

A Palavra reforça esse convite ao crescimento:
“Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” (2 Pedro 3:18)
E também afirma que a proximidade com Deus é acessível a quem deseja:
“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” (Tiago 4:8)
Deus deseja mulheres que estejam perto, que aprendam a ouvir Sua voz e que caminhem com Ele de forma íntima e constante.


➡️ Estar na presença dEle nunca foi exclusividade masculina

A presença de Deus nunca foi um espaço restrito. Ainda que, em determinados contextos históricos, mulheres tenham sido afastadas de posições ou ambientes religiosos, Deus sempre se revelou acessível a todos os que O buscam com sinceridade. Sua presença não é limitada por estruturas humanas, mas oferecida por graça.

A própria Palavra declara:
“E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” (Atos 2:21)
E também afirma:
“Porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gálatas 3:28)

Isso revela que, em Cristo, não há barreiras que impeçam uma mulher de se aproximar de Deus. A presença dEle sempre esteve disponível, aberta e acolhedora. Toda mulher que se achega descobre que nunca esteve do lado de fora.


Deus prefere mulheres aos Seus pés do que presas apenas às expectativas sociais.

 Deus usa mulheres como instrumentos da Sua obra

Ao longo da Bíblia, Deus levanta mulheres em posições de impacto:

  • Débora – juíza e líder de Israel (Juízes 4)

  • Ester – usada para salvar um povo inteiro

  • Maria (mãe de Jesus) escolhida para gerar o Salvador

➡️ Deus confia responsabilidades espirituais a mulheres

Ao longo de toda a Bíblia, Deus não apenas se relaciona com mulheres, mas confia a elas responsabilidades espirituais reais. Em um contexto histórico onde muitas vezes elas eram excluídas de posições de liderança, Deus rompe padrões e levanta mulheres para funções decisivas dentro do Seu plano. Ele não as trata como coadjuvantes, mas como participantes ativas da Sua obra.

Vemos isso claramente na vida de Débora, que julgava Israel e liderava o povo com autoridade espiritual. A Escritura diz:
“Débora, profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo.” (Juízes 4:4)
Também vemos isso em Ester, que assumiu uma posição de risco para salvar seu povo. Deus confia, direciona e sustenta mulheres em responsabilidades que impactam gerações.

➡️ Ele não limita propósito por gênero

Deus nunca estabeleceu o gênero como limite para propósito. O que define o chamado de alguém não é ser homem ou mulher, mas estar disponível para Deus. A lógica do Reino não segue os critérios humanos de exclusão, mas os princípios divinos de graça, escolha e propósito.

A Palavra reforça isso em Gálatas 3:28:
“Não há judeu nem grego, não há servo nem livre, não há homem nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus.”
Isso não apaga diferenças, mas revela igualdade em valor e acesso ao propósito. Diante de Deus, mulheres não são limitadas. Elas são chamadas, capacitadas e enviadas.


➡️ Ele levanta mulheres em momentos decisivos

Deus tem um padrão ao longo das Escrituras: Ele levanta pessoas no tempo certo para cumprir propósitos específicos, e isso inclui mulheres. Em momentos críticos, quando decisões precisam ser tomadas e caminhos precisam ser definidos, Deus chama mulheres para se posicionarem com coragem, fé e autoridade espiritual.

A fala de Ester revela isso de forma marcante:
“E quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Ester 4:14)
Deus posiciona mulheres estrategicamente na história. Ele as levanta quando necessário, as sustenta no processo e as usa como instrumentos de transformação. Nenhuma mulher está fora do tempo de Deus. Quando Ele chama, há um propósito maior sendo escrito.

Onde Deus quer agir, Ele levanta quem está disponível, inclusive mulheres.

Deus inclui mulheres no centro da redenção

Na genealogia de Jesus (Mateus 1), algo incomum acontece: mulheres são mencionadas.

Entre elas:

  • Rute

  • Raabe

Mulheres com histórias improváveis, algumas marcadas por dor, estrangeirismo ou passado difícil.

➡️ Deus não apaga histórias femininas

Ao longo da história, muitas narrativas femininas foram silenciadas, omitidas ou consideradas secundárias. No entanto, quando olhamos para a Bíblia, percebemos um movimento completamente diferente. Deus não apaga histórias de mulheres, mesmo quando elas carregam dor, passado difícil ou contextos improváveis. Pelo contrário, Ele faz questão de registrá-las e dar a elas um lugar na Sua história.

Em Mateus 1, na genealogia de Jesus, algo surpreendente acontece. Mulheres são mencionadas em um contexto onde, culturalmente, isso não era comum. Entre elas estão Rute e Raabe, mulheres com histórias marcadas por desafios e recomeços. Isso revela que Deus não tem compromisso com padrões humanos de perfeição, mas com a verdade da redenção. Ele não apaga histórias, Ele as redime.


➡️ Ele as insere no plano da redenção

Deus não apenas preserva histórias femininas, Ele as insere ativamente em Seu plano de redenção. Mulheres não estão à margem da obra de Deus, mas dentro dela, participando, contribuindo e sendo usadas como instrumentos do Seu propósito. Cada história, mesmo as mais improváveis, encontra lugar dentro do plano divino.

A trajetória de Rute mostra isso com clareza. Uma mulher estrangeira, viúva e sem perspectivas, que se torna parte da linhagem de Jesus. A Palavra diz:
“O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.” (Rute 1:16)
Esse posicionamento a insere em algo muito maior do que sua própria história. Deus transforma sua escolha em legado. Isso mostra que nenhuma mulher está fora do alcance do plano de Deus.


➡️ Ele transforma passado em propósito

Deus não ignora o passado, mas também não permite que ele seja o ponto final. Aquilo que poderia ser motivo de vergonha, limitação ou dor se torna, nas mãos de Deus, instrumento de propósito. Ele ressignifica histórias, cura memórias e transforma trajetórias.

A Bíblia afirma em Romanos 8:28:
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.”
Isso inclui histórias quebradas, decisões difíceis e caminhos inesperados. Deus não desperdiça nada. Quando Ele entra na história de uma mulher, até aquilo que parecia perdido ganha novo sentido. O passado deixa de ser prisão e passa a ser parte do testemunho.


Deus não escolhe mulheres perfeitas. Ele escreve histórias perfeitas através delas...

 Em Jesus, Deus revela Seu coração pelas mulheres

Jesus é a expressão perfeita de Deus, e Sua relação com as mulheres revela o coração do Pai.

Ele:

  • Conversa com a mulher samaritana

  • Defende a mulher adúltera

  • Aparece primeiro a Maria Madalena após ressuscitar

  • Cura a mulher do fluxo de sangue...

A história da mulher do fluxo de sangue aparece em Marcos 5:25-34, e começa revelando uma realidade de sofrimento prolongado. A Bíblia diz que ela padecia há doze anos, tendo gastado tudo o que possuía com médicos, sem obter melhora. Sua dor não era apenas física, mas também emocional, social e espiritual.

Segundo a lei da época, uma mulher com fluxo de sangue era considerada impura. Isso significava viver afastada, sem toque, sem convivência normal, sem acesso pleno à vida social e religiosa. Ela carregava não apenas uma enfermidade, mas um rótulo! 

Era uma mulher invisível, isolada e marcada pela rejeição.

Mesmo nesse cenário, algo dentro dela se move. A Bíblia diz:
“Porque dizia: Se tão somente tocar nas suas vestes, sararei.” (Marcos 5:28)

Ela se aproxima em silêncio, no meio da multidão, com uma fé firme e íntima. Esse gesto é extremamente corajoso, porque, pela lei, ela nem deveria estar ali, tocando outras pessoas. Ainda assim, ela decide romper com o medo para alcançar Jesus.

Essa fé não era perfeita, mas era suficiente. Ela não tinha todas as respostas, mas tinha convicção. Em meio à dor, ela escolhe acreditar. E isso revela algo profundo: às vezes, a fé mais poderosa nasce nos lugares mais quebrados.

Quando ela toca em Jesus, algo imediato acontece. A Bíblia diz que ela sente em seu corpo que estava curada. Mas Jesus não deixa esse milagre passar despercebido. Ele para. Em meio à multidão, Ele pergunta quem o tocou. Não porque não soubesse, mas porque queria trazer aquela mulher do anonimato para o relacionamento.

Em Marcos 5:34, Ele declara:
“Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e fica livre do teu mal.”
Pela primeira vez, aquela mulher não é chamada de impura, nem definida pela doença. Ela é chamada de filha. Jesus não apenas cura o corpo, Ele restaura identidade, dignidade e pertencimento. O que era uma história de dor se torna um testemunho de encontro.

Essa mulher nos mostra que Jesus vê quem está escondido, responde à fé sincera e transforma completamente a história de quem se aproxima dEle. Ela chegou em silêncio, mas saiu conhecida. Chegou doente, mas saiu restaurada. Chegou excluída, mas saiu chamada de filha.

E isso fala diretamente ao coração de muitas mulheres. Nenhuma dor é invisível para Jesus. Nenhuma história está perdida. Quando alguém decide se aproximar, mesmo com medo, Ele responde com cura, presença e amor. Porque...

➡️ Jesus aproxima mulheres... 

Em um contexto cultural onde rabinos evitavam conversar publicamente com mulheres, Jesus faz exatamente o oposto. Ele se aproxima. Ele inicia diálogos. Ele cria pontes onde havia muros. O encontro com a mulher samaritana revela esse movimento de aproximação intencional. O texto diz:
“Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.” (João 4:7)

Esse simples pedido quebra barreiras sociais, étnicas e religiosas. Jesus não apenas fala com ela, mas revela a ela verdades profundas sobre adoração e identidade. Ele mostra que mulheres não estão fora do alcance da revelação espiritual. Aproximar-se era um ato de restauração de dignidade. Jesus não mantinha distância. Ele se fazia presente.

➡️ Jesus restaura mulheres....

Jesus não apenas se aproxima, Ele restaura. Muitas mulheres que cruzaram Seu caminho carregavam vergonha, exclusão e dor. A mulher acusada em João 8 foi exposta publicamente, usada como instrumento de julgamento. Mas Jesus muda a narrativa. Ele declara:

“Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” (João 8:11)

Da mesma forma, a mulher que sofria com fluxo de sangue há doze anos é curada e chamada de filha. Em Lucas 8:48, Ele diz:
“Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.”
Jesus não apenas resolve o problema físico ou social. Ele devolve identidade. Ele chama pelo que ela é, não pelo que ela sofreu. Restaurar, para Jesus, é devolver lugar e valor.

➡️ Jesus confia em mulheres...

Em uma sociedade onde o testemunho feminino não tinha peso jurídico, Jesus faz algo profundamente significativo. Após a ressurreição, Ele aparece primeiro a uma mulher. A Escritura registra:

“Jesus disse-lhe: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni.” (João 20:16)

Ele confia a Maria Madalena a missão de anunciar a maior notícia da história. Em João 20:17, Ele diz que ela vá aos discípulos e anuncie o que viu. Jesus poderia ter escolhido qualquer outro caminho, mas escolheu confiar. Isso revela que, no Reino de Deus, mulheres não são apenas receptoras da graça, mas também portadoras da mensagem. Confiar é reconhecer capacidade e valor.

Se você quer entender como Deus vê as mulheres: olhe para Jesus!

🌷

Deus nunca quis mulheres à margem.

Ele as chama pelo nome,
as encontra no deserto,
as convida para perto,
e as inclui na Sua história.

Em um mundo que tenta calar, diminuir ou limitar, Deus faz o contrário:
Ele aproxima, levanta e envia.

Se existe uma verdade que ecoa por toda a Bíblia é essa:

Deus deseja mulheres perto dEle.

Perto da Sua presença.
Perto da Sua voz.
Perto do Seu propósito.

Você não foi criada para ficar distante.
Você foi chamada para estar perto.

E quanto mais perto de Deus,
mais você se torna quem Ele sempre sonhou que você fosse.

🌷

sábado, 29 de novembro de 2025

Quando Deus nos chama de volta: o recomeço que cura

 

Sabe quando a gente sente falta de algo que sempre fez parte da nossa vida, mas que ficou ali, quietinho, esperando a hora certa de voltar? Foi exatamente isso que aconteceu comigo com a escrita deste blog.

Eu me afastei um pouco, não por falta de amor, mas pela correria, pelas mudanças, pelas pausas que a vida às vezes exige da gente. E, enquanto eu tentava dar conta de tudo, percebi que escrever aqui sempre foi um espaço onde Deus falava comigo antes mesmo de eu tentar falar com alguém.

Então, hoje, com o coração mais calmo e aquela sensação de estar voltando para casa, decidi recomeçar. Voltar a escrever, voltar a partilhar, voltar a abrir esse espaço que sempre foi tão especial para mim. Não volto cheia de respostas, volto cheia de vontade. Vontade de caminhar junto, de trocar, de dividir aquilo que Deus tem me ensinado nesses dias silenciosos.

Se você está aqui me lendo, obrigada por ficar. Por voltar. Por recomeçar comigo também. Vamos juntos. Acredito que Deus tem coisas novas, e sinceras, para fazer nascer nesse retorno.

Recomeçar sempre mexe com a gente. Não é só pegar as coisas do chão e seguir. É aquele movimento silencioso da alma que reconhece que, em algum ponto do caminho, nos cansamos, nos distraímos, nos perdemos de nós mesmos… e precisamos voltar.
E tudo bem. A graça também se revela nos retornos.

Enquanto escrevo isso, penso no quanto recomeços fazem parte da nossa história com Deus. Nenhum filho dEle caminha em linha reta o tempo todo. É por isso que a Bíblia é cheia de narrativas sobre novos começos. E, sinceramente, isso me consola. Porque quando olho para a Palavra, encontro pessoas imperfeitas encontrando um Deus que nunca deixa de chamar.

Deus não nos chama para trás. Ele nos chama para perto.

E é isso que sinto hoje: esse convite suave e insistente para retornar.

Deus é o autor dos recomeços

Há um versículo que sempre me alcança toda vez que parece que algo na vida ficou suspenso: Isaías 43:19.

“Eis que faço coisa nova; ela já está surgindo. Vocês não a percebem?”

O texto não diz: “Eu posso fazer.”
Ele diz: “Eu FAÇO.”

Deus não apenas aceita recomeços, Ele os inicia. Ele provoca o novo, mesmo quando achamos que não há mais terreno para florescer.

Quando penso em Noé, Abraão, Moisés, e até Pedro após a negação, percebo como o Senhor transforma caminhos que pareciam interrompidos em histórias cheias de propósito. Nada nEle é desperdiçado. Nenhum desvio, nenhuma pausa, nenhum silêncio.

Recomeçar não é reconstruir o que foi, mas caminhar para o que será

A gente às vezes tenta voltar para onde estava antes. Mas Deus age de maneira muito diferente. Ele não nos devolve para o mesmo lugar: Ele nos leva para o lugar certo.

Romanos 8:28 diz:

“Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.”

Nem todas as coisas são boas, mas todas podem ser transformadas, algumas feridas amadurecem a nossa fé, algumas quedas nos ensinam a depender., algumas interrupções nos reposicionam... O recomeço com Deus nunca é sobre restaurar o que perdemos, mas sobre revelar quem estamos nos tornando.

É a misericórdia que abre a porta do retorno

Lamentações 3:22-23 sempre me lembra que Deus não me recebe com cobrança, mas com misericórdia:

“As misericórdias do Senhor… renovam-se a cada manhã.”

Isso significa que, mesmo quando falhamos, mesmo quando esfriamos, mesmo quando paramos… Ele continua ali, pronto para recomeçar conosco. A misericórdia Dele não tem prazo. A porta da casa do Pai nunca se fecha para quem decide voltar.

Recomeçar exige sinceridade, não perfeição!!

A história do filho pródigo (Lucas 15) sempre conversa comigo.
Não é uma história sobre alguém perfeito voltando ao lar. É sobre alguém quebrado, cansado, consciente da própria necessidade, e mesmo assim, ou exatamente por isso, o pai corre ao encontro dele.

A imagem do pai correndo é uma das cenas mais lindas da Bíblia!! No contexto da época, correr daquele jeito era quase vergonhoso para um homem mais velho. Mas ele corre, e ele se apressa. Ele abraça antes de ouvir explicações.

Isso me lembra que Deus não espera discursos elaborados.
Espera sinceridade.
Um coração que volta para Ele, mesmo devagar, mesmo ferido.

Deus restaura, mas também envia!!

Toda vez que penso em recomeço, lembro de Pedro.

Pedro não apenas foi perdoado. Ele foi reenviado. Mas, qual o porquê?

Quando Jesus diz em João 21:17:
“Apascenta as minhas ovelhas”,
Ele está dizendo:
“Eu ainda confio em você.”

Isso é tão profundo.
Porque muitas vezes nós é que deixamos de confiar em nós mesmos. 😔
Mas Deus não!

O recomeço não nos estaciona, na verdade ele nos reposiciona.
E talvez esse tempo seja exatamente isso: Deus abrindo espaço para você retomar aquilo que Ele colocou em você, a voz que Ele te deu, o propósito que estava guardado há um tempo!

Trnho retomado outras coisas na minha vida aos poucos, e tudo envolve Deus, porque Ele é o motivo de tudo na minha vida.

Pequenos começos, grandes obras

Zacarias 4:10 nos lembra:
“Não desprezem os pequenos começos.”

E como isso é verdadeiro....

Às vezes, o primeiro passo parece pequeno demais: reorganizar algo, escrever de novo, orar de novo, voltar ao secreto, retomar uma disciplina espiritual esquecida...
Mas, para Deus, um simples passo sincero tem o peso de um movimento eterno. 😭

Recomeçar pode parecer pouco para nós, mas nunca é pouco diante dEle.

Recomeçar é uma rotina de fé

Cristão não é alguém que nunca para.
Cristão é alguém que sempre volta.

Voltamos para Cristo quando cansamos.
Voltamos quando falhamos.
Voltamos quando perdemos o foco.
Voltamos quando o coração esfriou.
Voltamos quando a vida apertou.

E voltamos porque sabemos que Ele está sempre ali.

Voltamos, porque sabemos que não tem outro lugar, se não Ele.

O recomeço não é apenas um momento. É uma maneira de caminhar com Deus.
É um estilo de vida em que, todos os dias, decidimos abrir o coração para o novo que Ele já está fazendo. 

Oração de recomeço

Senhor, eu volto.
Volto com o que sou, com o que tenho, com o que faltou, com o que doeu e com o que ainda estou aprendendo.
Eu volto porque sei que as Tuas misericórdias se renovam e porque o Teu amor me chama sem acusação.

Reacende em mim o que o tempo apagou.
Restitui a alegria que se perdeu no caminho.
Dá-me sensibilidade para perceber a “coisa nova” que o Senhor já está fazendo, mesmo quando meus olhos ainda não enxergam.

Que o meu recomeço hoje seja o início de uma vida mais profunda contigo.
E que cada passo meu seja guiado pela Tua graça.

Amém.


Obrigada por ter lido até aqui, até mais!! 👋😃

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Qual é a pior morte? Espiritual ou Material?





Não responda tão rápido! Eu até saberia qual seria a sua resposta, porque bem sabemos o que deveríamos responder. Mas, antes que responda, vejamos alguns aspectos que demonstraram que sua resposta não seria aquilo que realmente pensas. 


A morte espiritual de fato é aquilo que nós cristãos deveríamos temer. e rapidamente defendemos e declaramos que tememos esse fato. Todavia, não sentimos verdadeiramente medo da morte espiritual. O que é um erro. Vou dizer o porquê...


Morte Material


A dor que sentimos ao perder algum ente querido tem a força de fazer com que tudo que já vivemos, o que estamos vivendo e o que poderíamos viver perder completamente o sentido, torna-se sem importância nos faz morrer lentamente, espiritualmente e materialmente. Perdemos a vontade, a razão e o prazer de existir. E nada, absolutamente nada, nos traz de volta a alegria de viver. E isso é totalmente compreendido. O sentimento é o que nos liga àquela pessoa que partiu, o amor, a amizade.
Esse tipo de morte é sem dúvida dolorosa e cruel ao nossos olhos egoístas, quando pensamos que queríamos a qualquer custo aquela pessoa ao nosso lado, ainda que sabemos o lugar gracioso e maravilhosamente divino em que ela se encontra. O amor e a saudade que sentimos, torna tudo aceitável e podemos nos tornar um pouco mais egoístas, e ignoramos o fato daquela pessoa estar tão bem sem nós, e nos aqui sentimos tanta sua falta. 

E quando estamos cara a cara com a nossa morte? Quando por um instante tão curto e tão decisivo vemos que quase íamos embora? A saudade e a tristeza de ter perdido alguém, para que o sente, quase vai embora. Para todos os outros, o que se sente naquele momento é: Foi por pouco! escapei com vida! Graças a Deus que me livrou! 

Nota-se como é importante a nossa existência aqui na terra. E tudo volta a ter valor novamente. O valor que atribuímos a nossa vida material. O medo da morte, e o medo da perda, nos mostra o

quanto amamos a nossa existência material. E o quanto nos preocupamos em nos eternizarmos, da forma errada vale salientar, pois é o mais certo que existe: Não somos eternos, materialmente.

"Pois tu és pó, e ao pó tornarás." Gênesis 3:19

“Nu deixei o ventre de minha mãe, e nu partirei da terra." Jó 1:21

"Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." Romanos 6:23

Isso não apenas algo bíblico pregado por nós cristãos. Em lugares que possuem a média de vida alta, as pessoas no máximo vivem até os cem anos. Lugares como a Costa Rica, Austrália, Japão têm uma excelente média de expectativa de vida. Porém, mesmo assim é mera expectativa, uma esperança de viver nessa terra o maior tempo que conseguir. A questão é que, se vivermos muito ou pouco mesmo assim vamos morrer. E essa é a única certeza dessa vida.

E quanto ao lugar para onde vamos? 

A bíblia nos afirma que o fim não é a morte:

"Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo." Hebreus 9:27

Daí surge a importância de nos preocuparmos para onde iremos quando partimos. Para um lugar onde não haverá mais dor, nem tristeza, nem morte? 

“Não haverá luto, nem pranto, nem dor” Apocalipse 21:4

Não importa a qual religião pertencemos, o que importa é saber que esse lugar esta destinado àquele que estar com o coração voltado a Deus, através de Jesus Cristo. Aquele que nos prometeu um bom lugar para viver eternamente.

Nisto posto, quero dizer que não estou desmerecendo o luto e a dor de ninguém, sei especialmente como é passar por isso. E ainda não me recuperei. Coloco-me na situação que descrevi agora a pouco, e compartilho com vocês minhas indagações e preocupação a respeito do tema. Desfruto do mesmo dilema em que vocês podem se encontrar. 

Findando-se a discussão sobre a morte material. Sabemos que este assunto tem muito a se discutir, porém nesse momento quero apenas citar, e já citei, apenas alguns que, a meu ver, mais pode corroborar com a nossa temática.

Morte Espiritual


Com base no que vimos sobre a morte material, podemos chegar a conclusão de que é tranquilamente perceptível a morte material. Porém, a morte espiritual é mais cruel e ainda assim, não tem tanta importância em nosso meio. Pelo fato de estarmos tão preocupados com nossas vidas terrenas.

Sendo assim, quase nunca estamos atentos ao fato de que muitas pessoas que nos rodeiam estão morrendo espiritualmente. Muitas, ainda cantam louvores, ainda frequentam cultos e templos, mas, estão morrendo espiritualmente.

Muitas vezes, nem elas mesmo sabem disso. Pode ter acontecido comigo ou com você, e não nos atentamos aos sinais que a morte estava chegando. Como já disse, se fosse a morte em sentido material saberíamos que escapamos ou que ela esteve um pouco perto demais. Porém, se tratando da morte espiritual, essa sim é mais terrível, quase não se pode notar a sua presença.

Quando alguém morre espiritualmente, poucos ou quase ninguém chora, sente dor ou sofre por ter perdido aquela alma. 

As pessoas pouco se importa, pois A MORTE ESPIRITUAL, ATINGE APENAS AO QUE MORRE. O morto está ao seu lado, você não sentirá a sua falta. Mas, espiritualmente ele já morreu.

Não falo apenas de APOSTASIA, que como todos sabem, seria o esfriamento da fé, o abandono dos princípios bíblicos e de todo o conhecimento adquirido durante o período em que mantinha firme suas crenças. Falo também de deixar morrer a esperança, a alegria, a força espiritual, a fé, e sobretudo o amor.



"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.





Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor."

 1 Coríntios 13:1 e 13.


A morte espiritual é totalmente oposta ao AVIVAMENTO ESPIRITUAL. Este que, não está ligado apenas ao fato de se falar em línguas, nem apenas ao fato de profetizar. uma vez que, uma pessoa que possui todos os dons espirituais, desde falar em línguas a profetizar, essa pessoa pode estar morrendo espiritualmente e não sabe, pois como diz na primeira epístola de coríntios capítulo 13, se não houver amor em nada se aproveita, e a falta de amor é sinal de morte espiritual. 

A palavra avivamento, que possui o sufixo 'a' indica que a palavra é derivada de outra, e tal sufixo dá a nós o significado de avivamento, que seria tornar mais vivo o que já se encontra vivo, ou seja avivar. Pode parecer desnecessária toda essa explicação. Ela se faz importante para nos trazer o verdadeiro significado do que seria avivamento espiritual.

O verdadeiro avivamento abrange muitas áreas da vida de um cristão. é exatamente a forma de viver, e estar ligada ao retorno aos ensinamentos de Jesus Cristo. É o evangelizar, e viver o verdadeiro evangelho.

Uma pessoa avivada tem ama, como Jesus ensinou. Ela poderá perceber alguém que está morrendo espiritualmente. Daí a importância de nos avivarmos, mas isso é assunto para um outro momento.

A bíblia nos garante a promessa que Jesus nos fez, a de estarmos com ele no paraíso, em outro momento, quando ele nos chamar. A promessa não foi dada apenas àquele homem, mas a todos que seguirem a Jesus. 


“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” Lucas 23:43



Ele nos garantiu que voltaria, ele foi até o Pai, mas ele voltará. Não sabemos que dia é esse "hoje mesmo" para nós, nem no texto literal da bíblia nem quando aplicamos a palavra a nós. Mas sabemos do que Jesus nos disse:

"
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.
Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.
Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.
Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.
Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
Se me amais, guardai os meus mandamentos.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.
Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.
Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.
Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?
Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.
Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.
Tenho-vos dito isto, estando convosco.
Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. "

João 14:1-27

Ele, ainda nos disse algo mais, que mesmo que estejamos mortos tanto espiritualmente, pois podemos passar isso diversas vezes e clamar por ele e ele nos ajudará a RESSUSCITAR. Como também quando estivermos mortos materialmente, pois nada interfere nos planos de Deus, Ele tem todo poder e o controle da vida.

"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;

E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?" João 11:25-26

Ainda que estejamos mortos, Deus tem a solução. Contudo preocupe-se com sua vida espiritual, com avida espiritual de sua família. Cuide da criação e educação de seus filhos e de quem estiver próximo a você, estejais atentos aos sinais de fraqueza e de morte espirituais. 

Os pais não são garantidores apenas da segurança e alimentação dos filhos, mas devem estar atentos a vida espiritual deles. Os pais não devem só cuidar de suas vidas espirituais e nem somente das dos outros, se trabalharem para Deus, como pastores, mas devem cuidar em primeiro lugar da vida espiritual de seus filhos.

Por isso, fique atento a qualquer sinal de fraqueza espiritual. Clame por fora a Deus, peça para que Ele venha lhe ressuscitar, como no vale de ossos secos da visão de Ezequiel. 

Acredito que no inicio, quando perguntei qual era a pior morte, você deve ter respondido: A MORTE ESPIRITUAL. Sem pensar duas vezes. Na verdade, temos mais a morte material, do que a espiritual, diante das evidências que expus. O nosso coração pensa uma coisa e falamos outra, falamos o que achamos ser o correto mas tememos a morte, e a ausência de quem amamos, e negligenciamos nossa vida espiritual. Responsa corretamente, mas viva isso! Vamos viver isso!


Devemos viver o que consta no Salmo 23, e se deleitar no Senhor e Ele o mais Ele fará como consta em Salmo 37.


"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo..." Salmos 23:4


"Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração." Salmos 37:4


Finalizamos concluído que Deus nos adverte quando o perigo da morte espiritual, e para encerrar, citarei um trecho de Deus às sete igrejas da Ásia.

"E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto.Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.
Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.
Mas também tens em Sardes algumas poucas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso.
O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas."

Apocalipse 3:1-6


Ilana D. M. Cunha Lima
Escritora